quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tilt, uma bike que dobra em um segundo


Tilt 1s, bicicleta dobrável da BtwinTilt 1s, bicicleta dobrável da Btwin
A Btwin esta lançando um linha de bikes para mobilidade urbana onde tudo foi pensado para facilitar a vida de quem usa diferentes modais de transporte.
        
Fui convidado pelo pessoal da Btwin para conhecer a Tilt. A princípio achei que era mais uma marca buscando sua fatia no mercado de bikes urbanas. Mas olhando as fotos e depois a bike ao vivo, deu pra notar coisas diferentes.
O que chama mais a atenção visualmente é a balança traseira. Dois arcos que envolvem toda a transmissão, incluindo o pedivela. A Tilt utiliza câmbio interno no cubo, a mais simples tem três marchas e a versão mais sofisticada um Nexus de 7 velocidades.  E a transmissão pode ser por corrente ou correia.
Essa é uma primeira virtude desse desenho de balança externa ao sistema de transmissão. Ela não precisa ser cortada para a colocação da correia, já que esta, não crusa o quadro. Para quem não sabe, o sistema de correias requer muito menos manutenção e nada de óleo.
O segundo achado desse sistema é que ele funciona como um protetor de corrente. Com a Tilt não é preciso ficar clipando a calça pra não pegar na corrente. Do lado esquerdo, repetiram o desenho e com isso a bike ganhou simetria e ao mesmo tempo uma base para manter o equilíbrio quando dobrada.  E para completar, os tubos dessa balança, são conformados para literalmente blançarem mais e deixar a bike um pouco mais macia.
A dobra da bike é fácil e leva realmente um segundo. Sem precisar se abaixar para destravar a emenda, você posiciona uma mão no selim e a outra no freio dianteiro, Destrava a emenda, que esta abaixo do selim e o empurra contra o guidão. Depois é só dobrar o guidão que você faz também com um só movimento da trava.
Segundo o pessoal da Btwin, tudo isso foi pensado para aqueles que tem fazer esse procedimento várias vezes ao dia. Parece pouco você economizar uma abaixada pra destrava a dobra, mas para quem repete isso 10 vezes ao dia, pode fazer diferença.
Detalhes extras
A bike já vem com sistema de iluminação integrado. Na frente, o farol é embutido no quadro e na traseira integrado à trava do canote. Podem ser alimentados por bateria no caso da Tilt mais simples ou por dínamo nos modelos mais sofisticados. O selim é usando também como suporte para empurrar a bike, no bico tem até encaixe para os dedos.
E empurrar é muito fácil, as rodas ficam paralelas quando dobradas e se movimentam tanto pra frente quando para trás para facilitar manobras. Em sistemas de transmissão externa, você só vai pra frente.
No anexo ao lado você encontra um PDF com mais detalhes da Tilt, 1s.
A Btwin é vendida exclusivamente pela Decathlon

Por que a indústria de bicicletas abandou o aço ?


Os ciclistas das antigas sabem muito bem do que se trata. Pois quem já teve uma bicicleta com o material de cromo molibidênio legítimo, sabe o que nós estamos falando. Isso sem falar dos cromos mais preciosos que encontramos no mercado atual.

Por que a indústria de bicicletas abandou o aço ?

Com vocês, a reposta de Igor Miaymura que virou um artigo!


"A resposta é simples, mas não é clara para a maioria. Os publicitários conseguiram fazer com que os consumidores enterrassem o aço de forma eficiente ao usar grandes hipérboles ao falar do alumínio, carbono entre outros. 

Demorou bastante, mas conseguiram deixar os consumidores antigos sem opção e ao iludir os que chegavam naquele momento ao mundo das bicicletas.
imagem


:: Mas por quê isso?

Simples! O aço é o material mais antigo usado na construção de bicicletas. Um material com tanto tempo de uso chega ao seu limite de desenvolvimento, e consequentemente, ele não muda muito em pouco tempo, o que não dá justificativa para você trocar de bike ou quadro a cada temporada. 

As evoluções no ciclismo existem, mas são lentas a ponto de não justificar uma troca anual de equipamento. Um quadro de carbono, por exemplo, tem sua vida útil limitada e muitos fabricantes colocam nos seus manuais, o tempo de vida desses quadros (e componentes também). 

Somado a isso, existe o fato do aço ser mais caro de se manipular que o alumínio atualmente. Ferramentas de corte se gastam muitíssimo rápido que as de alumínio. E acreditem, essas ferramentas custam muito caro mesmo numa produção em massa. O aço também é mais denso que o alumínio e para deixá-lo leve é necessário máquinas e tecnologia que permitam o trabalho com margens de erro muito baixas.

Um tubo de aço para bicicletas pode chegar a ter 0.3 mm de parede contra os 0.9 dos alumínios mais finos e tops de linha. 
Hoje em dia é muito fácil fazer quadros de alumínio leves, visto a densidade do material. Em contrapartida, a durabilidade desses quadros é menor e sua rigidez por vezes indesejável para quadros rígidos (sem suspensão) – em contrapartida, é na minha opinião o melhor material disparado para quadros full e uma boa maioria dos componentes da bike. 

Pessoas que pedalaram muito tempo com bikes de aço têm extrema dificuldade para se adaptar a quadros de outros materiais, visto o comportamento previsível do aço, somado ao conforto e maneabilidade na direção. 

Não estou dizendo que os outros materiais não permitam a construção de excelentes quadros, mas acredito firmemente que não existe material como o aço para um quadro de bicicleta rígido, por mais incrível que pareça. A fibra de carbono pode ser trabalhada para ser rígida em alguns pontos e maleável em outros, mas mesmo assim essa "elasticidade" é plástica e não se compara com a do aço.

Um material que se assemelha um pouco ao aço é o titânio, mas quadros de titânios realmente bons custam uma pequena fortuna. Quadros de titânio "populares" têm o comportamento muito próximo a quadros de alumínio, o que não justifica o investimento que também é alto.

Lógico que tudo o que foi relatado acima é referente a quadros de boa qualidade construtiva, pois não importa a matéria prima utilizada se o projeto e a qualidade da mão de obra não forem boas, o quadro terá comportamento medíocre."

fonte :http://www.pedal.com.br/por-que-a-industria-de-bicicletas-abandou-o-aco_texto2297.html

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Paramédicos deslocam-se de bicicleta em Norwich - Reino Unido


Paramédicos deslocam-se de bicicleta em Norwich - Reino Unido 
No Reino Unido, na cidade de Norwich, os paramédicos deslocam-se de bicicleta há mais de dez anos, de acordo com o site brasileiro Veja.

Estas bicicletas-ambulância têm sirene, sinalização, estão equipadas com um desfibrilhador e um pacote de monotorização e já serviram de modelo a outros serviços disponibilizados em Oxford e Londres. Devido à rapidez destes veículos quando comparados com outros meios de transporte, o Governo britânico estabeleceu como meta de tempo de resposta a ocorrências de categoria A (ataques cardíacos) oito minutos. Segundo dados das autoridades britânicas, estes paramédicos recebem mais de mil pedidos de socorro por ano.
 
por: Laura Melgão
fonte : http://www.transportesemrevista.com/Default.aspx?tabid=210&language=pt-PT&id=5575

SHWEEB a Bicicleta Flutuante


Shweeb é uma nova solução de transporte pessoal, eficiente e de baixo custo, com aplicações para o deslocamento urbano, recreativas e esportivas.
Em 2008, a Google Inc. perguntou para o mundo: o que poderia ajudar? E ajudar mais? Pessoas de mais de 170 países enviaram mais de 150.000 idéias em resposta à chamada e o SHWEEB  foi uma dessas respostas.
Votadas pelo público, no “Projeto 10 ^ 100″ que investe em novas soluções que melhorem o mundo, a inovadora proposta para o transporte público foi uma das cinco ideias vencedoras. A empresa resposável SHWEEB foi selecionada como a organização com a visão de transporte mais progressista e com as competências necessárias para implementar essa ideia.
Em setembro de 2010 a Google Inc. anunciou um investimento de 1 milhão de dólares para pesquisa e desenvolvimento neste projeto que deve beneficiar o trânsito. O local do primeiro sistema de transporte pedalável ainda não foi anunciado, mas todos já sabem que o sistema original que leva conceito revolucionário de passeio está situado no Agroventures Park, em Rotorua, Nova Zelândia.
Bem que poderiam escolher Maringá como cidade modelo para instalar um trilho sobre a Avenida Brasil, não acha?
  • por: Carlos Sica

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Restaurante dá cortesia para clientes que vão de bicicleta


Restaurante dá cortesia para clientes que vão de bicicleta



Encontrar um lugar para estacionar o carro é um desafio para quem sai para comer em São Paulo. Pensando nisso, o Le Repas, em Pinheiros, decidiu estimular seus clientes a irem de bicicleta.
A casa instalou no início de 2013 um paraciclo, onde os clientes podem estacionar as bikes com cadeado, sem se importar com a segurança.
Divulgação
O salão do restaurante Le Repas, em Pinheiros, que dá salada de cortesia aos clientes que vão de bicicleta
O salão do restaurante Le Repas, em Pinheiros, que dá salada de cortesia aos clientes que vão de bicicleta
O restaurante fica na rua Ferreira de Araújo, próximo a rua Pedroso de Moraes, região que costuma sofrer com o trânsito.
Após se identificar, o ciclista ganha ainda uma salada de folhas com azeite de manjericão e torradas como cortesia, tanto no almoço quanto no jantar.
A promoçao também vale no fim de semana. A casa da chef Fernanda Barros (ex-Allez Allez) passou a funcionar aos domingos desde janeiro.

fonte : http://f5.folha.uol.com.br/humanos/1229074-restaurante-da-cortesia-para-clientes-que-vao-de-bicicleta.shtml

A bicicleta do WTB 2013 por Arturo Alcorta


A bicicleta do WTB 2013 por Arturo Alcorta



Se for comparada com as bicicletas vendidas no mercado brasileiro, a bicicleta distribuída neste World Bike Tour São Paulo de 2013 está acima da média da maioria das bicicletas baratas vendidas em supermercados, magazines e mesmo em bicicletarias de periferia.
Começo este texto (ou relatório) desta forma por que o que vi e vou descrever pode parecer muito ruim, mas dada a atual realidade brasileira, não é. É uma bicicleta cheia de pequenos problemas, alguns ridículos, outros em menor quantidade, mais sérios. Diferente das barbaridades que são vendidas por ai, a WBT 2013 depois de um bom trabalho de realinhamento, ajustes e regulagens, funciona. É certo que algumas peças, pedal e aros em especial, terão que ser trocados em curto tempo.
Bicicleta do World Bike Tour 2013 de São Paulo
Bicicleta do World Bike Tour 2013 de São Paulo
Esta não é a primeira vez que faço um relatório sobre as bicicletas do WTB. Na primeira edição a bicicleta foi completamente desmontada para avaliação e feitura de relatório. Nas outras edições fiz uma avaliação informal com o objetivo de fazer as bicicletas funcionarem corretamente.
Primeira impressão
O primeiro contato com a bicicleta do WBT São Paulo 2013 foi o ginásio de esportes do USP São Paulo, onde os convidados foram recebidos. A única coisa que vi lá foi que a bicicleta é amarela. Só quando chegamos ao local de partida, na Ponte Estaiada, e recebemos as bicicletas comecei a ter uma noção clara do que ela realmente é. Infelizmente, imediatamente deu para perceber que a maioria das foram mal montadas, se é que se pode chamar aquilo de montada, já que ao apertar os meus pedais, constatei que estavam só encostados. Os dos cinco amigos também estavam praticamente soltos. Muitos pneus em volta estavam baixos e uns poucos completamente vazios e até furados. Mas o que chamou mesmo a atenção foi a quantidade de gancheiras traseiras desalinhadas, principalmente as de câmbio. Nunca vi nada igual.
Aro de péssima qualidade
Aro de péssima qualidade
Pedalando no passeio
Durante o trajeto de 11 km havia vários postos para encher os pneus e alguns para fazer manutenção. Isto é bom ou ruim? Será que uma bicicleta nova, recém entregue ao proprietário, precisa de várias “bicicletarias” no meio de um trajeto de só 11 km? Praticamente todos participantes completaram o trajeto e, por incrível que pareça, uma boa parte estava cansada e até havia uns poucos exaustos. Opa! Porque cansou? Boa parte dos leigos, incluindo muitos que trabalham no setor de bicicletas, vai dizer que o cansaço é responsabilidade do ciclista. Não só deles, com certeza. Quem conhece sabe a incrível diferença que faz pedalar uma bicicleta mal ou bem ajustada, com pneus vazios ou corretamente calibrados.
Antes de detalhar a bicicleta e tecer comentários, quero comentar o discurso de várias pessoas sobre a bicicleta entregue pelo World Bike Tour. Ouvi muito: “Por R$ 250,00, o que quer mais?” Desculpe, mas bicicleta é um veículo e, portanto (pelo Código Nacional de Trânsito) tem que ser perfeitamente segura. Ademais está sujeita ao Código do Consumidor, portanto tem que ter qualidade e entregue em perfeita condição de uso, não importa o preço. Ponto final!
O problema maior foi a qualidade da montagem, digamos patética.
Gancheira torta - câmbio traseiro completamente desalinhado
Gancheira torta - câmbio traseiro completamente desalinhado
Relatório
Bicicleta encontrada na largada / Problemas mais comuns:
- pneus fora da calibragem – quantidade sensível / pneus furados – visíveis
- pedais soltos – alguns ficaram pelo caminho
- pedais trincados ou quebrados – poucos
- bicicletas desreguladas ou com componentes soltos – a maioria
- gancheira traseira / câmbio traseiro desalinhado – muitas
- câmbios completamente desregulados
- selim solto
- blocagem de selim (da Silvia) quebrou na minha mão
Foi reportado um princípio de briga num dos setores, o azul, se não me falha a memória, em razão de bicicletas fora de condição.
Vistoria e manutenção em casa (duas bicicletas completamente ajustadas) e alguns casos de socorro durante o passeio:
- as duas gancheiras traseiras de baixa qualidade de estamparia, desalinhadas; melhor dizendo, tortas
- a gancheira do câmbio provavelmente não está no dimensionamento padrão (Shimano) por que é praticamente impossível retirar a roda sem soltar completamente a porca direita.
- rodas muito mal alinhadas, sem tensão correta nos raios. Uma das rodas traseiras trabalhadas (foram 3) estava tecnicamente solta, com a tensão só em poucos raios. Na mão de um ciclista comum provavelmente vão fechar, virar um oito, ao descer de uma guia ou passar em buraco. Todas as rodas estavam com tensão de raios mal distribuída, para dizer o mínimo.
- aros de qualidade muito baixa, os piores que já vi. Espessura da parede muito fina, qualidade do alumínio usado muito frágil, emenda com muita rebarba e mal alinhada, furação de niples fora de centro, furação de válvula com uma inacreditável rebarba.
- para simplificar: por causa de erro de centragem e fragilidade dos aros, muitos buracos de niples já estavam deformados para fora, demonstrando que estes aros vão para o lixo em breve.
- é praticamente impossível centrar com a tensão correta ou o aro estoura
- não se recomenda usar pneus de pressão acima da (baixa) 36 libras dos pneus Levorin ou o aro vai abrir
- eixo de movimento central fora da medida correta. Os pedivelas estavam pelo menos a um centímetro para fora do correto. A coroa estava desalinhada duas marchas para fora. Havia eixo de movimento central montado na posição correta e invertido; a escolha do freguês
- numa das bicicletas o parafuso de fixação do pedivela estourou… Tive que trocar por um eixo novo, que na mesma medida do original acomodou os pedivelas na posição correta. Provavelmente há um erro de usinagem dos eixos que vieram na WBT 2013
- alinhamento das sapatas dos freios foi difícil por causa da qualidade; mas são em alumínio, muito melhores que os freios de aço de bicicletas da mesma faixa de preço
- cabos usados tem plasticidade baixa – são quebradiços
- falta de trava de segurança na gancheira do garfo – detalhe de segurança importantíssimo
- câmbio dianteiro um pouco mole e bem chato de regular
- pintura nas gancheiras muito frágil, quebradiça
- só o câmbio traseiro é Shimano, o modelo mais básico, que funciona bem, mas a gancheira não ajuda em nada, mesmo quando alinhada.
- esta formula, só câmbio traseiro Shimano, é uma prática não muito usual… Leigos pensam que a bicicleta é toda equipada com Shimano
- campainhas frágeis / espelhinho (sempre) inútil
- absurda falta de refletores nas rodas, desrespeitando a lei e mostrando desconhecimento da WBT sobre o que realmente importa para segurança do ciclista
- os engates dos passadores são precisos, mas as manoplas são muito duras
Passeio com 8 mil destas bicicletas
Passeio com 8 mil destas bicicletas
Qualidades
- selim de boa qualidade, confortável (para quem é magro ou tem bacia estreita).
- carrinho de selim dos melhores
- refletor traseiro de ótima qualidade
- bom guidão de alumínio, com boa curva
Rodando
- primeira impressão é boa, “equilibrada” e a razão é simples: é uma bicicleta longa
- os freios são suaves, não estancam a bicicleta, o que é perfeito para o público a que se destina. Poderiam frear um pouquinho mais, o que provavelmente vai acontecer com o desgaste e assentamento correto das sapatas ao aro.
- os manetes de freio são curtos, dois dedos, que aceitam ajuste até para crianças, o que é raríssimo no Brasil. Gostei muito.
- pneus Levorin de pressão máxima 36 libras, pesados, com cravos, não ajuda nenhuma bicicleta. Fica lento, um pouco pesado. Infelizmente perdem pressão mais rápido do que o recomendável. Mesmo assim é divertido pedalar
- o sistema de câmbio funciona e provavelmente com o uso e acomodação dos cabos vai funcionar melhor. P.S.: Já rodei um tanto e o câmbio continua funcionando precariamente. Hoje pela manha levei a bicicleta numa bicicletaria e a gancheira foi re-alinhada, mas sem resultado. É estranho, por que das cinco bicicletas que alinhei as gancheiras e regulei os câmbios, só esta se recusa a passar as marchas com normalidade. Já sei que minha gancheira tem uma deformação de estamparia, o que provavelmente é a causa. Tenho que soltar o câmbio e acertar na lima para ver se resolve. Ridículo!
- infelizmente a catraca (de rosca e 7 marchas) começou cedo a fazer barulhos. Apertei o anel de trava dos rolamentos, mas não resolveu completamente
Resumo
Com boa dose de conhecimento e paciência a bicicleta deste WBT de São Paulo 2013 acaba funcionando relativamente bem. O funcionamento dela está na média das bicicletas básicas do mercado brasileiro. Conhecendo a qualidade das bicicletarias, infelizmente acredito que a maioria vai ter problemas com elas. Outros participantes vão gastar uma grana para fazê-las funcionar, o que não recomendo.
Ninguém sabe a origem desta bicicleta, mas é claro que foi montada às pressas e por profissionais pouco qualificados. Há uma série de detalhes, minúcias, que não fazem muito sentido. Eu jamais teria utilizado aros tão ruins. Faz o problema das gancheiras tortas uma besteirinha, um simples descuido. Infelizmente o brasileiro tem triste hábito de achar normal receber uma bicicleta com aros tão ruins para depois troca-los por outros melhores. Isto gera lixo e é um crime.
Não consigo entender a opção pela geometria do quadro para o público geral. É uma 18 com uma frente muito longa, mais para 21 de competição. Também não consigo entender a opção pelo horrível avanço, meio quadrado e de acabamento feio. Ele tem 8 cm por 8 graus, ou seja um tanto demais esportivo. Para o público do evento o ideal, a meu ver, seria uma bicicleta mais curta e com frente bem mais alta, própria para uso urbano. Encaixaria melhor com a proposta do próprio evento de estímulo do uso da bicicleta como transporte, aliás genial.
Final
Estou me divertindo com elas. Troquei o avanço por um mais alto e achei uma posição urbana para mim. A questão é que tenho 1,85m. Quero ver como a maioria vai encontrar uma posição cômoda numa bicicleta tão longa; principalmente as mulheres e os baixinhos. Infelizmente os adesivos desta bicicleta estão sob a proteção de um verniz. Vai demorar um tempo para os carteiros perceberem que eu não roubei a bicicleta. Acredito na boa fé dos organizadores da World Bike Tour. Repito, eu e todo mundo do mercado tem curiosidade para saber a história desta bicicleta, que é estranha, mas divertida. O que não se pode é entregar qualquer bicicleta nesta condição.
Ops!
Esta no Diário Oficial da União que os organizadores do WBT foram recebidos pelo Ministro da Industria, atenção que o setor da bicicleta no Brasil estranhamente não recebe. Também causa muita estranheza o adesivo na forquilha traseira onde se lê “Lei de Incentivo ao Esporte”. Deve o Governo Federal, patrocinador através dos Correios, explicações.
Fonte: Arturo Alcorta / www.escoladebicicleta.com.br

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

De bicicleta, pedreiro semeia árvores há quase 20 anos


De bicicleta, pedreiro semeia árvores há quase 20 anos
Nas últimas duas décadas, Henrique Lorenzi já plantou mais de mil mudas em locais descampados




Há quase 20 anos, o pedreiro Henrique Lorenzi, 66 anos, morador do bairro Parque Avelino planta árvores pela cidade nos finais de semana. De bicicleta, ele procura as avenidas, locais com grandes espaços onde falta árvores. Ao longo desse tempo, já se foram mil mudas plantadas.
"Planto desde os 10 anos, mas em 1996 que comecei a fazer todos os fins de semana. Faço isso porque gosto", afirma.
Além de plantar as árvores, o pedreiro ainda faz as mudas em casa e cuida da muda até que ela se torne adulta. "Acho importante que as pessoas se conscientizem, porque se não cuidar, as árvores não vão crescer", afirma.
A cada saída de bicicleta, Henrique leva de 10 a 15 mudas para serem plantadas. Na entrada do Quintino 1, ele se orgulha de um eucalipto grande que ele mesmo plantou e cuidou. No trevo da rodovia Cândido Portinari, ali mesmo no bairro, ele também plantou muitas mudas. "Não são todas as mudas que sobrevivem, algumas as roçadas e os tratores levam", conta.
Entre as espécies plantadas por Henrique, ele diz que gosta mesmo das nativas e de grande porte, como ipês e anjicos.
Projeto em dificuldades
Além de iniciativas particulares, como a de Henrique Lorenzi, a prefeitura também deu início, há duas semanas, a mais uma fase do projeto "Vamos Arborizar Ribeirão", ligado ao plantio em calçadas, principalmente no quadrilátero Central.
No entanto, de 40 casas e estabelecimentos visitados na rua Floriano Peixoto, só seis moradores aceitaram ter mudas plantadas em suas calçadas.
Segundo os coordenadores dessas equipes, esses problemas já eram esperados porque muitas casas são de aluguel, assim como os edifícios. As desculpas para não aceitar as mudas foram de que os moradores precisam falar com os proprietários dos imóveis.
Para tentar contornar o problema, a secretaria municipal de Meio Ambiente pretende realizar a distribuição de panfletos com informações sobre o programa nessa região.
    fonte:http://www.jornalacidade.com.br/editorias/cidades/2013/02/02/de-bicicleta-pedreiro-semeia-arvores-ha-quase-20-anos.html