sábado, 11 de fevereiro de 2012

Bicicleta entra nas discussões de transporte sustentável


Em meio às discussões cada vez mais presentes em todo o mundo sobre mobilidade urbana, um personagem tem se destacado: a bicicleta. Silenciosa e não poluente, a bike tem sido cada vez mais levada a sério como alternativa viável de transporte sustentável para as grandes cidades.

A ideia não é nova fora do Brasil e cidades como Bogotá, na Colômbia, que possui cerca de 350 km de ciclovias, e Amsterdã, na Holanda, são casos de sucesso na integração das bicicletas ao sistema de transporte. E, mesmo por aqui, a solução já existe, ainda que não necessariamente com a chancela do poder público - como qualquer um pode perceber na maioria das cidades litorâneas. O destaque fica para Rio Branco, capital do Acre, que tem a maior rede cicloviária per capita do país, com mais de 100km de ciclovias para um total de 300 mil habitantes.

Movimentações em favor do transporte cicloviário começam a surgir em outras localidades. Em Porto Alegre, já está marcado o 1º Fórum Mundial da Bicicleta, que acontece entre os dias 23 e 26 de fevereiro, com palestras, debates e oficinas sobre mobilidade urbana, turismo, economia, esporte, meio-ambiente, entre outros temas. A data para o Fórum Mundial da Bicicleta foi escolhida em virtude do aniversário de um ano do atropelamento intencional que ocorreu contra os participantes da Massa Crítica de Porto Alegre, em 25 de fevereiro de 2011, que gerou manifestações de solidariedade em diversas cidades do mundo e vem fomentado a discussão sobre a violência no trânsito. Segundo os organizadores do fórum, o incidente “denuncia o quanto nossas cidades não estão estruturadas, e nossas culturas não estão voltadas para um cuidado com as pessoas.”

A programação provisória do evento traz painéis sobre o papel da bicicleta na mobilidade urbana, a bicicleta como agente de incremento econômico, a bicicleta na promoção do turismo, e ciclismo de competição.

O evento deve contar com a presença do ativista norteamericano Chris Carlsson, considerado fundador da Massa Crítica, movimento mundial de valorização do ciclismo. Com programação gratuita e organizado por um coletivo auto-gerido de voluntários, o fórum busca na rede seu financiamento. Nesta página, é possível contribuir on-line para garantir a realização do evento, em especial a passagem de avião do convidado internacional.

Lei da Bicicleta
No Mato Grosso, segundo o site EcoDesenvolvimento, um grupo de jovens de Cuiabá e Várzea Grande estão mobilizados pela aprovação da Lei da Bicicleta, projeto de iniciativa popular que prevê a implantação de ciclovias e ciclofaixas nas cidades e seu reconhecimento como meio regular de transporte, integrado ao sistema coletivo. Pela lei, bicicletários e estacionamentos específicos seriam implementados em terminais de transporte, prédios públicos municipais, estaduais e federais, estabelecimentos de ensino, praças, shoppings centers e supermercados.

A movimentação se dá principalmente pelo grupo no Facebook Ciclovia Já, onde os participantes divulgam ações, cartilhas de fiscalização de ciclovias e eventos para coleta de assinaturas. São necessárias cerca de 17 mil assinaturas para a validação da petição e, até o momento, pouco mais de 700 assinaturas foram coletadas. Moradores de Cuiabá e Várzea Grande podem contribuir com a lei assinando a petição on-line.

Governo de São Paulo entrega ciclovia Rio Pinheiros


Mais de 4,8km de ciclovia

"A extensão da ciclovia da Marginal Pinheiros é de extrema importância para aqueles que usam a bicicleta como meio de transporte. Mais importante ainda é o novo acesso na Ponte Cidade Universitária, que vai trazer novos ciclistas para a ciclovia, principalmente estudantes da USP e moradores da região do Butantã e Alto de Pinheiros”, disse Felipe Aragonez, diretor geral do Instituto CicloBR.

Às vésperas de completar dois anos, a ciclovia Rio Pinheiros ganhou mais 4,8 quilômetros de extensão. Nesta sexta-feira, 10, o governador Geraldo Alckmin entregou para operação o novo trecho entre as estações Vila Olímpia e Cidade Universitária. O secretário Bruno Covas participou da solenidade.

Com a inauguração, a ciclovia totaliza 18,8 quilômetros de via paralela à Linha 9-Esmeralda (Osasco - Grajaú), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que também é responsável pela obra.

“É importante incentivar o uso de bicicletas e destacar o papel que os ciclistas têm hoje na mobilidade urbana. Do ponto de vista ambiental, a redução na frota de carros ajuda a diminuir as emissões de gases de efeito estufa. Os ciclistas são fundamentais para que isso aconteça”, afirmou o secretário Bruno Covas, durante a participação do evento.
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De acordo com o governador, o Estado vai começar mais dois quilômetros para chegar até o Parque Vila Lobos. “Então serão 21 quilômetros de ciclovia na marginal do Rio Pinheiros, integrada às estações de trem, toda estação com bicicletário, integrando os nossos parques", afirmou Alckmin.

A ciclovia que já era considerada a maior pista urbana fora de parques, torna-se também o principal eixo cicloviário da cidade ao facilitar o acesso à região da Cidade Universitária, entre outros pontos. A Ciclovia funciona diariamente das 6h às 18h15. Durante o horário de verão, das 5h30 às 19h15.

Para Aragonez a ciclovia precisa melhorar muito na questão de acessos. “Ela ainda tem um caráter de lazer, e por isso deve ser investido de maneira rápida e efetiva nos acessos, se tivermos acessos em todas as pontes, ela vai ter um caráter de transporte e muitas pessoas podem usar”, disse, acrescentando que “no novo trecho a tinta da ciclovia é melhor, com antiderrapante, o único ponto negativo é que o ciclista não pode pedalar na rampa de acesso para a Ponte Cidade Universitária".

Os ciclistas também terão à disposição mais três pontos de apoio com banheiro, bebedouro e atendimento em Santo Amaro, Cidade Jardim e Cidade Universitária. Somando-os aos dois existentes (da Av. Miguel Yunes e da Vila Olímpia), serão cinco pontos de apoio ao longo do percurso.
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Saúde que chega de bicicleta


Profissionais de Japeri ganharam veículos novos para agilizar o atendimento à população
Rio -  Profissionais do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) da Prefeitura de Japeri ganharam bicicletas novas. A distribuição aconteceu na última terça-feira no jardim do Posto de Saúde do bairro Chacrinha. O objetivo da iniciativa é agilizar o trabalho dos profissionais e melhorar ainda mais o atendimento à população.

“Quero agradecer o trabalho que tem sido feito pelos profissionais da Saúde, em especial no programa de saúde preventiva. Temos muitos projetos, como a ampliação do efetivo, novos equipamentos e aumento salarial. Estamos trabalhando para que a saúde seja melhor para todos, tanto para funcionários como para pacientes”, disse o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor.

Ao todo, foram entregues 71 bicicletas. “Estamos entregando o segundo lote de bicicletas. Agora todos os agentes podem contar com este meio de transporte. Vai ajudar no deslocamento dos profissionais, além de otimizar o atendimento nas casas”, explicou o secretário municipal de Saúde, Fábio Satsiaki.

A agente comunitária Corina Silva Santos aprovou a ideia. “Ter condições para trabalhar é muito importante. É a valorização do profissional. Vou atender melhor e mais rápido os pacientes”, garantiu.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

PUC recebe bicicletário do Movimento Energia Urbana




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A companhia de energia elétrica AES Eletropaulo disponibilizou mais um bicicletário do Movimento Energia Urbana, o segundo da Ação. O local é na Universidade Pontifica Católica (PUC).

O movimento tem o objetivo de estimular o ciclismo urbano, contribuindo para a redução do nível de poluição na cidade de São Paulo. São 10 vagas para estacionamento e mais 10 bicicletas disponíveis para aluguel. Até o final do ano, a empresa pretende ter instaladas cinco bases.

A Estação Butantã do Metrô também foi contemplada no projeto sustentável da distribuidora e já conta com 84 vagas para o estacionamento de bicicletas, além de 10 bicicletas exclusivas para aluguel. Desde dezembro, os frequentadores da estação utilizam o serviço que contribui para o alívio do trânsito na região

  Para usar os locais, o ciclista deve fazer um cadastro.  É necessário levar documento com foto, CPF e comprovante de residência com data de vencimento de até 30 dias anteriores à data do cadastro (cópia e original). A primeira hora é gratuita. As demais custam R$ 2,00 a hora. O aluguel da bicicleta também custa R$ 2,00. Além dos documentos acima (originais e cópias), também é necessário fornecer número de cartão de crédito que pode ter as bandeiras, Visa, Mastercard ou Amex, com um limite disponível de R$ 350,00 para pré-autorização. Trata-se apenas de uma garantia até a devolução da bicicleta.

Horário de Funcionamento PUC: diariamente, das 6h às 22h, exceto feriados Local: Rua Ministro Godói, 969 - Perdizes

Horário de Funcionamento Metrô Butantã:  diariamente, das 6h às 22h, exceto feriados Local: Av. VitalBrasil, s/nº (esquina com a Rua Pirajussara) - Butantã

A bicicleta como modo de transporte


Jornal do BrasilMarcus Quintella 


 Encontrei na internet um artigo muito interessante, intitulado A bicicleta como meio de transporte, publicado no Diário de Santa Maria, n° 2.476, em 19/04/2010, assinado por Israel Pereira Marques Neto. O tema é bastante atual e serve como reflexão para os governantes brasileiros, pois aborda o descaso do homem com o meio ambiente e a falta de políticas públicas para essa questão, além de ressaltar a existência da cultura do automóvel e a invasão de veículos motorizados nas ruas.
Esse artigo sugere o incentivo da bicicleta como um modo de transporte menos poluente, saudável e econômico, mostrando que se trata de um investimento barato, que pode “se pagar” em torno de três meses, se comparado aos custos com as tarifas de ônibus e a economia da mensalidade com uma academia. O autor acrescenta ainda que a bicicleta reduz os gastos com combustível e proporciona ganho de tempo, visto que se trata de um dos meios de transporte mais rápidos, para distâncias de até 15 quilômetros. Segundo Marques Neto, o governo dá uma série de incentivos ao consumo dos veículos motorizados, como a redução do IPI, mas não mostra o mesmo ânimo no incentivo ao uso das bicicletas, esquecendo de incluir nos planos diretores das cidades a construção de ciclovias para garantir segurança aos ciclistas. O Brasil é o terceiro produtor mundial de bicicletas, perdendo para China e Índia. Com uma frota de 60 milhões de unidades, o país tem hoje, de Norte a Sul, apenas 2.500 quilômetros de ciclovias. Segundo dados do Ministério das Cidades, o Rio de Janeiro é a cidade com a maior infraestrutura instalada, com 140 quilômetros de ciclovias. Curitiba aparece em segundo lugar, com 120 quilômetros, seguida por Colombo (PR), com 95 quilômetros.
Por fim, Marques Neto diz que, para a promoção da bicicleta como meio de transporte seguro, os governantes necessitam apresentar políticas concretas que estimulem seu uso. São necessários incentivos fiscais à aquisição de bicicleta, apoio à instalação de bicicletários públicos, construção de ciclovias e ciclofaixas e integração das bicicletas ao sistema de transporte público coletivo. Além disso, deve haver divulgação dos benefícios do uso da bicicleta como transporte econômico, saudável e ambientalmente adequado. Finalizando o seu artigo, o autor enfatiza que é dessa forma que conseguiremos alcançar a melhoria das condições de mobilidade urbana, do ambiente e da qualidade de vida nas cidades e democratizar a mobilidade, tendo em conta todas as vantagens e potencialidades que esse meio de transporte não motorizado apresenta aos mais variados níveis.
Como gostei muito desse artigo, coloquei-o em meu blog do JB (www.jblog.com.br/ttp.php). Sugiro ao leitor visitar o meu blog e conhecer os muitos comentários que recebi, muitos concordando, outros criticando e alguns não entendendo a mensagem. Vale dizer que a bicicleta é, e sempre será, em qualquer cidade do planeta, um meio de transporte complementar, saudável, não poluente e de baixo custo, cujas políticas públicas de mobilidade urbana devem ser levadas em conta, indiscutivelmente. As cidades precisam de ciclovias segregadas, fiscalizadas, bem conservadas, sinalizadas, policiadas e integradas aos sistemas de trens, metrôs, VLTs e ônibus, com bicicletários protegidos e seguros. Nessas condições, certamente, a bicicleta será de fato um importante modo de transporte nas médias e grandes cidades brasileiras, com significativa participação na matriz de transporte urbano.
* Marcus Vinicius Quintella Cury, doutor em engenharia de produção, é mestre em transportes pelo Instituto Militar de Engenharia. -  marcusquintella@uol.com.br

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O que seria uma bicicleta, se não ‘asas’ para quem explora o mundo?



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O que seria uma bicicleta, se não ‘asas’ para quem explora o mundo? Que o digam os adeptos do cicloturismo, atividade que ganha força no Brasil, ancorada por seguidores de todos os perfis: ciclistas amadores e profissionais, fãs de natureza e apaixonados por desafios, simpatizantes de valores ecossutentáveis os mais diversos.
A modalidade é incentivada pelo Ministério do Turismo em 53 municípios brasileiros, que receberam R$ 20,2 milhões para a construção de ciclovias, entre 2001 e 2011. Segundo o Ministério das Cidades, há 2.500 km de ciclovias e ciclofaixas no País, mas um tapete curto para as 75 milhões de bicicletas que existem hoje no Brasil.
Além de servir como alternativa de transporte em regiões nas quais o trânsito desafia a qualidade de vida dos brasileiros, as ciclovias são usadas por pessoas que querem desfrutar da paisagem e interagir com ela. É o caso da praia de Capão da Canoa (RS), que em 2008 ampliou, com recursos do MTur, a via expressa exclusiva para a circulação de bicicletas. Segundo o secretário municipal de Turismo, Marcelo Vieira, a extensão de 1km de ciclofaixa na região central da cidade é um atestado de segurança para o lazer das cerca de 600 bicicletas que circulam pela orla diariamente, durante os finais de semana de verão.
De tirar o fôlego 
Muitas ciclovias brasileiras estão ganhando fama pela nova vocação turística. Isso porque elas nasceram entrecortadas por paisagens urbanas, litorâneas e rurais de tirar o fôlego. Enquanto o Rio de Janeiro disputa com Bogotá (Colômbia) o título de cidade com maior número de ciclovias da América do Sul, Fortaleza e Recife abrem espaço para 'pedaladas culturais' e projetos especialmente desenvolvidos para fãs de viagens e passeios sobre duas rodas. Outros roteiros já sacramentados do país - como as praias catarinenses e o centro da capital do Paraná, Curitiba - também estão entre os destinos redescobertos pelos cicloturistas e suas 'magrelas’.
Meio de transporte divertido, saudável, ecológico e inteligente, a bicicleta é a estrela da Kuritbike, criada há dois anos em Curitiba e que faz trocadilho com o nome da empresa. Segundo o empresário Gustavo Carvalho, pioneiro em cicloturismo urbano no Brasil, “a ideia é aproveitar a atividade para produzir um outro olhar sobre a cidade, usando a bicicleta como uma ferramenta de descoberta”.
A malha cicloviária de Curitiba, com 120 km de extensão, favoreceu a operacionalização das mais de seis rotas criadas pela empresa. Pelo menos 70% do percurso dos roteiros são baseados no traçado das ciclovias. Cada uma das rotas interligam, em média, cinco tradicionais pontos turísticos da cidade, que incluem o Jardim Botânico, o Teatro Guaíra, o Museu Oscar Niemeyer, o Parque Barigui e a Ópera de Arame. O serviço é regular, individualizado e inclui aluguel da bike, acompanhamento de condutor e equipamentos de segurança. Os roteiros têm duração de 3 horas, com custo médio de R$ 50 para percorrer aproximadamente 15 km.
Além do serviço turístico, a empresa vem atraindo outro perfil de interessados: os que querem inserir a bicicleta no seu cotidiano de alguma maneira, aproveitando para fazer uma atividade física, fugir do estresse do trânsito e curtir a paisagem curitibana. “Vejo que esta é uma contribuição que podemos prestar à cidade”, orgulha-se Gustavo.
Outro projeto que deu certo está em Santa Catarina, lugar onde o turismo de sol e de praia nunca perde a majestade. No entanto, um caso especial chama a atenção de viajantes que descobriram no turismo rural uma forma de dar férias à metrópole e ‘recarregar as baterias’. Em Santa Rosa de Lima, Anitápolis e na região da Serra Geral catarinense, o roteiro de cicloturismo Acolhida na Colônia oferece experiências ligadas à agricultura familiar, banhos termais e de cachoeiras, visitas a marcenarias, sítios e hortas de cultivo orgânico.
Formado por atrativos naturais e o clima romântico e bucólico de pequenas comunidades do campo, “Acolhida na Colônia” foi um dos roteiros formatados e estruturados pelo Ministério do Turismo por meio do projeto Destinos-Referência. O circuito completo tem entre 300km e 400km, mas também pode ser feito por iniciantes, que têm a opção de escolher trechos do roteiro que conectam as propriedades rurais e atrativos naturais de cada município.
Com apoio do MTur, filhos de empreendedores do circuito turístico local realizaram curso com duração de 200 horas/aula, com ênfase em Empreendedorismo no Cicloturismo. Segundo Eduardo Green, sócio da empresa Caminhos do Sertão, responsável pela execução do curso, “os alunos saíram aptos não só a conduzir os turistas, mas a atender com prontidão a qualquer tipo de demanda gerada no receptivo ao cicloturista, como a própria manutenção das bicicletas”.
Depois de formado no curso, Luís Henrique Vanderlinde, 19 anos, terá sua primeira experiência como condutor de um cicloviajante. Ele vai acompanhar uma turista paulistana, que visitará a região da Acolhida na Colônia na segunda semana de fevereiro. Luís, que também é agricultor, encontrou no turismo uma oportunidade de fazer bons negócios numa região onde o turismo rural cresce rapidamente: “Depois que eu me formar, tenho pretensão de montar uma agência de turismo para toda a família”. Segundo o estudante de Agronomia, o serviço de condução sai por R$ 80 e representa “mais uma fonte de renda”.
Manual de Orientação
Diretrizes que auxiliam o poder público, empresários e gestores do setor na formatação de roteiros de cicloturismo estão reunidas no Manual de Incentivo e Orientação para Municípios Brasileiros: Circuitos de Cicloturismo, desenvolvido pela Associação dos Ciclousuários de Florianópolis (ViaCiclo) e apresentado pelo governo de Santa Catarina durante o 6º Salão do Turismo - Roteiros do Brasil, realizado pelo Ministério do Turismo em São Paulo, em julho do ano passado. A publicação sugere os primeiros passos para a viabilidade técnica, econômica e publicitária de um projeto de cicloturismo.
Na Alemanha, os cicloturistas são mais de 21 milhões, universo que movimenta nada menos que cinco bilhões de euros ao ano. No Brasil, o segmento começa a se organizar, estimulando as economias locais e despertando pequenas regiões turísticas para a força da modalidade. O gasto médio do viajante é estimado em R$ 50 ao dia.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Bicicletas turbinadas no PIM A Kasinski aposta no mercado “ecologicamente correto” e começa este mês a produção da primeira linha de bicicletas elétricas no Brasil. Criou até uma marca própria, a Velle


Bicicletas turbinadas no PIM

A Kasinski aposta no mercado “ecologicamente correto” e começa este mês a produção da primeira linha de bicicletas elétricas no Brasil. Criou até uma marca própria, a Velle


Neste mês de fevereiro, a Kasinski, empresa do grupo CR Zongshen, inicia a fabricação das bicicletas elétricas da linha Velle, criada especificamente para o segmento. Inicialmente, serão produzidas duas mil unidades por mês, mas a meta da empresa é atingir toda a capacidade instalada, que é de dez mil bikes mensais. A empresa apresentou os oito modelos que serão fabricados na planta de Manaus na última edição do salão de Duas Rodas.
 A Kasinski é a empresa brasileira que mais se destaca na divulgação de veículos com tração elétrica. Após lançar motos elétricas que obtiveram boa aceitação no mercado, a empresa voltou-se para o segmento de bikes. O presidente da Kasinski Brasil, Cláudio Rosa Junior, explica que as bicicletas elétricas estão classificadas como ciclo-elétricos, definição criada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) na resolução 315/2009.
Ainda resta polêmica quanto à necessidade de licenciamento das bikes. Em Manaus, por enquanto, modelos importados circulam livremente. A questão é que o Contran as equipara aos ciclomotores, de modo que elas precisariam ser licenciadas e os condutores, habilitados.
Polêmicas à parte, a proposta da Kasinski não é criar opções às motocicletas - a empresa também tem uma linha de motos elétricas - mas atender ao público que não é necessariamente de atletas, mas que demanda por um transporte individual eficiente e ecológico.
A empresa sino-brasileira está investindo R$ 3 milhões no lançamento das bikes elétricas e espera liderar o segmento, hoje dominado por produtos chineses. Para isso, a empresa aposta em dois fatores fundamentais: preço e design.
 A companhia lançará oito modelos, sendo que o mais barato tem preço sugerido de R$ 1,5 mil, mais em conta que a bicicleta importada mais popular, que não sai por menos que R$ 1,6 mil. Além disso, diferente de modelos importados que proliferam em Manaus, as bikes elétricas da Kasinski têm design de bicicleta mesmo (as importadas parecem motonetas), nos estilos mountain bike e city.
O investimento da Kasinski é uma aposta em um nicho que, segundo Claudio Rosa, está desassistido. “Não há no mercado muitas opções de veículo de transporte individual nessa faixa de preço”, diz. A empresa já fechou negociações com os principais varejistas do País. Até março, as novas bicicletas estarão disponíveis em lojas como Magazine Luiza, Máquina de Vendas, Carrefour e Casas Bahia entre outras.
 Velha Novidade
Motores elétricos em carros, motos e bicicletas podem parecer novidade em um mundo dominado pelos motores de combustão interna, mas a ideia já vem sendo trabalhada desde o início do século passado.
“Todo o transporte deve migrar para a eletricidade”, disse Thomas Edson em 1914. Edson e Henry Ford chegaram a projetar modelos elétricos que nunca foram oficialmente lançados por motivos nunca revelados.
Hoje, quase um século depois, as principais fabricantes de motocicletas produzem veículos elétricos, e a própria Ford já anunciou investimentos na área. O futuro previsto por Edson parece ter chegado.