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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A bicicleta como modo de transporte


Jornal do BrasilMarcus Quintella 


 Encontrei na internet um artigo muito interessante, intitulado A bicicleta como meio de transporte, publicado no Diário de Santa Maria, n° 2.476, em 19/04/2010, assinado por Israel Pereira Marques Neto. O tema é bastante atual e serve como reflexão para os governantes brasileiros, pois aborda o descaso do homem com o meio ambiente e a falta de políticas públicas para essa questão, além de ressaltar a existência da cultura do automóvel e a invasão de veículos motorizados nas ruas.
Esse artigo sugere o incentivo da bicicleta como um modo de transporte menos poluente, saudável e econômico, mostrando que se trata de um investimento barato, que pode “se pagar” em torno de três meses, se comparado aos custos com as tarifas de ônibus e a economia da mensalidade com uma academia. O autor acrescenta ainda que a bicicleta reduz os gastos com combustível e proporciona ganho de tempo, visto que se trata de um dos meios de transporte mais rápidos, para distâncias de até 15 quilômetros. Segundo Marques Neto, o governo dá uma série de incentivos ao consumo dos veículos motorizados, como a redução do IPI, mas não mostra o mesmo ânimo no incentivo ao uso das bicicletas, esquecendo de incluir nos planos diretores das cidades a construção de ciclovias para garantir segurança aos ciclistas. O Brasil é o terceiro produtor mundial de bicicletas, perdendo para China e Índia. Com uma frota de 60 milhões de unidades, o país tem hoje, de Norte a Sul, apenas 2.500 quilômetros de ciclovias. Segundo dados do Ministério das Cidades, o Rio de Janeiro é a cidade com a maior infraestrutura instalada, com 140 quilômetros de ciclovias. Curitiba aparece em segundo lugar, com 120 quilômetros, seguida por Colombo (PR), com 95 quilômetros.
Por fim, Marques Neto diz que, para a promoção da bicicleta como meio de transporte seguro, os governantes necessitam apresentar políticas concretas que estimulem seu uso. São necessários incentivos fiscais à aquisição de bicicleta, apoio à instalação de bicicletários públicos, construção de ciclovias e ciclofaixas e integração das bicicletas ao sistema de transporte público coletivo. Além disso, deve haver divulgação dos benefícios do uso da bicicleta como transporte econômico, saudável e ambientalmente adequado. Finalizando o seu artigo, o autor enfatiza que é dessa forma que conseguiremos alcançar a melhoria das condições de mobilidade urbana, do ambiente e da qualidade de vida nas cidades e democratizar a mobilidade, tendo em conta todas as vantagens e potencialidades que esse meio de transporte não motorizado apresenta aos mais variados níveis.
Como gostei muito desse artigo, coloquei-o em meu blog do JB (www.jblog.com.br/ttp.php). Sugiro ao leitor visitar o meu blog e conhecer os muitos comentários que recebi, muitos concordando, outros criticando e alguns não entendendo a mensagem. Vale dizer que a bicicleta é, e sempre será, em qualquer cidade do planeta, um meio de transporte complementar, saudável, não poluente e de baixo custo, cujas políticas públicas de mobilidade urbana devem ser levadas em conta, indiscutivelmente. As cidades precisam de ciclovias segregadas, fiscalizadas, bem conservadas, sinalizadas, policiadas e integradas aos sistemas de trens, metrôs, VLTs e ônibus, com bicicletários protegidos e seguros. Nessas condições, certamente, a bicicleta será de fato um importante modo de transporte nas médias e grandes cidades brasileiras, com significativa participação na matriz de transporte urbano.
* Marcus Vinicius Quintella Cury, doutor em engenharia de produção, é mestre em transportes pelo Instituto Militar de Engenharia. -  marcusquintella@uol.com.br

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