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domingo, 24 de junho de 2012

Em Berlim, a bicicleta voltou a ser chique


Em Berlim, a bicicleta voltou a ser chique

Na capital alemã, para cada mil habitantes há 720 bicicletas e apenas 320 carros. Todos os anos são investidos 5,5 milhões de euros na segurança das ciclovias

Luciana Rangel, de Berlim
Frauke Niemeyer e os filhos Roberta e Carlo na bicicleta modelo Christiania, que custa até 5.000 euros: "No Brasil, bicicleta é aparalho de ginástica"
Frauke Niemeyer e os filhos Roberta e Carlo na bicicleta modelo Christiania, que custa até 5.000 euros: "No Brasil, bicicleta é aparalho de ginástica" (Luciana Rangel)
A moda na Alemanha no momento é a “Porsche das bicicletas”, a Koga-Miyata Spyker Aeroblade. Com guidão de titânio, rodas de carbono e alumínio e um banco de couro, pesa sete quilos e 12.000 euros
No começo do século, os sininhos das bicicletas faziam parte da trilha sonora permanente de Berlim. Na década de 1950, a proliferação dos automóveis relegou as ‘magrelas’ às crianças e aos pobres. Com o planejamento da cidade e do tráfego em outro rumo, pedalar saiu de moda, além de não ser algo lá muito seguro. A queda do Muro de Berlim em 1989 acabou ajudando a derrubar o preconceito e a pavimentar um novo caminho para os ciclistas e toda forma de transporte mais saudável e ecologicamente correto. O resultado é que, nos dias de hoje, pedalar tornou-se “chique”, e a bicicleta foi incorporada pelas políticas públicas, que dão preferência a um transporte que, em troca, ajuda a cidade a ser mais limpa, silenciosa e menos engarrafada. No momento em que políticas sustentáveis são discutidas no mundo todo, com destaque para a Rio+20, no Rio de Janeiro, nos dias 20, 21 e 22 deste mês, o exemplo de Berlim parece inspirador.

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