sexta-feira, 11 de maio de 2012

então ... vá de bike, rs Tempo médio gasto por passageiro para ir de casa ao trabalho é de 1h05; na zona sul, chega a 1h16 à tarde


Tempo médio gasto por passageiro para ir de casa ao trabalho é de 1h05; na zona sul, chega a 1h16 à tarde
Os ônibus da capital rodam numa velocidade 25% inferior à de um maratonista. No horário da tarde, em média, eles circulam a 15km/h nos corredores. O atleta Marilson dos Santos, que estará na Olimpíada de Londres neste ano disputando a maratona, percorre 42 km numa velocidade média de 20km/h.

Esse desempenho dos coletivos se reflete no tempo de viagem gasto pelos passageiros. Dados da SPTrans (empresa que gerencia o transporte público na capital) revelam que uma pessoa demora, em média, 1h05 para ir de casa ao trabalho no período de maior trânsito da parte da manhã na capital, das 6h às 8h59.

À tarde, das 17h às 19h59, o tempo médio gasto é de 1h10, segundo reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo".

As informações levam em conta dados coletados pelos GPS dos veículos entre 2009 a 2011. Eles registram quanto tempo um ônibus demora para percorrer o seu trajeto pelos nove corredores da cidade. Os dados, fruto de um estudo da SPTrans, mostram que a pior situação é na zona oeste, especificamente no Campo Limpo e no Butantã.

Nesta região, a demora média chega a três horas no trajeto da casa ao trabalho e vice-versa, já que o passageiro gasta 1h24 em cada trecho.

No corredor Rebouças, espera por coletivo é de até dez minutos
luisa santosa/destak

quinta-feira, 10 de maio de 2012

ÔNIBUS DA CIDADE DE SÃO PAULO COMEÇAM A CIRCULAR COM PORTA BICICLETAS, ELES SE CHAMA BIKE BUS

ÔNIBUS DA CIDADE DE SÃO PAULO COMEÇAM A CIRCULAR COM PORTA BICICLETAS, ELES SE CHAMA BIKE BUS
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Começou a ser testado na cidade de São Paulo neste último final de semana uma novidade que deverá agradar muito quem vive em grandes metrópoles e tem dificuldade para se locomover utilizando-se de meios ecológicos como bicicletas. A novidade se chama Bike Bus. São ônibus especialmente adaptados para transportar bicicletas e que tornariam certos deslocamentos pela cidade muito mais agradáveis e inteligentes.
A idéia por incrível que pareça é até bem simples. Seriam ônibus de linha com estruturas metálicas presas ao chassi frontal e que acomodariam bicicletas, neste teste estão sendo utilizadas estruturas capazes de carregar duas bikes.
O projeto ainda não está oficialmente em teste – ou seja, os usuários ainda não podem usufruir do serviço. Porém carros vazios já deram algumas voltas pelas ruas paulistanas.
onibus-em-sao-paulo-tem porta bikes instalado na parte frontal
A SP Trans informa que, como ainda não foi entregue oficialmente para testes, as linhas de atuação dos Bike Bus ainda não foram estabelecidas. Assim que lançado, no entanto, circulará  primeiramente em linhas que passam perto de parques e ciclofaixas.
A Secretaria Municipal de Transportes tem planos de estudar a implantação em toda a frota da cidade caso o sistema seja aprovado pelos usuários.
Se vai dar certo só o tempo dirá, mas que a idéia é de extrema simplicidade e inteligência, isso lá é verdade. O único problema levantado até agora é no caso de um acidente frontal, quem vai pagar as  bikes quebradas?

terça-feira, 8 de maio de 2012

Inscrições abertas para terceira turma do curso de mecânico da Aliança Bike


Inscrições abertas para terceira turma do curso de mecânico da Aliança Bike



Primeira turma do curso de mecânicos de bicicletas
Primeira turma do curso de mecânicos de bicicletas
Foto: Divulgação
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A Aliança Bike, associação que reúne as empresas brasileiras fabricantes e importadoras de bicicletas, abriu as inscrições para a terceira turma do curso profissionalizante de mecânico de bike. 

Para participar, o interessado deve enviar um e-mail para cursodemecanico@aliancabike.org.br. Nesta edição, o curso será direcionado para a formação de novos profissionais para o mercado.

As aulas serão no Senai do Ipiranga, em São Paulo. Elas acontecem quatro vezes por semana, com um total de 160 horas de curso, e começam na primeira quinzena de julho.

Os estudantes aprenderão fundamentos de mecânica, técnicas de montagem e desmontagem dos componentes da bicicleta, conceitos de manutenção, controle dimensional e utilização de instrumentos de medição, entre outros temas.

De acordo com a Aliança Bike, todos os alunos que passaram nas aulas das primeiras turmas estão empregados. 

O valor do curso é de R$ 1.450, dividido em até cinco parcelas, com vagas abertas para até 15 alunos. As inscrições ficam abertas até o preenchimento das vagas.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Bikes de desejo atraem cada vez mais adpetos entre os brasileiros


Quadro e guidão fabricados pela Tre3e, com roda de carbono superleve. Preço estimado do modelo: R$ 5 mil




Quadro e guidão fabricados pela Tre3e, com roda de carbono superleve. Preço estimado do modelo: R$ 5 mil






Bikes de desejo atraem cada vez mais adpetos entre os brasileiros

Bicicletas customizadas e produzidas de maneira artesanal ganham a “cara” do dono e podem custar até R$ 20 mil



Em estilo vintage, com quadro personalizado e até sem marchas, as bicicletas customizadas têm cada vez mais adeptos entre os brasileiros. Montadas em oficinas artesanais, muitas vezes com peças e componentes importados, as magrelas remetem ao passado, mas agradam também aos moderninhos. “Para dar um destaque, o legal é voltar às origens, simplificar tudo, mas fazer uma combinação bonita de cores e uma boa seleção de componentes”, afirma Flavio Nonato, diretor da Tre3e, oficina de customização de bicicletas e construção de quadros em São Paulo.
O primeiro passo é captar o gosto e as necessidades de cada cliente, que pode personalizar os componentes, como rodas, aros, bancos, pneus e quadros nas cores e modelos que preferir. Depois, as medidas do ciclista são tiradas para verificar a altura do guidão e outros detalhes para deixar a bike o mais confortável possível.
O framebuilder Klaus Poloni, que atua no interior de São Paulo, diz que, geralmente, o público que procura as bikes customizadas tem maior experiência no ciclismo, já testou todo tipo de equipamento e chega com uma ideia formada do que quer. “Normalmente, os clientes desejam resgatar as emoções da adolescência”, diz ele. Por conta disso, Poloni explica que a maior exigência é mesmo um quadro sob medida, mas que nem sempre é o mais leve ou o mais tecnológico, mas, sim, que tenha aquela nostalgia, aquele sentimento de liberdade da infância.
No caso da oficina dele, localizada em Pedreira, os quadros são feitos de aço inox, com tubos bem finos – remetendo às magrelas do passado. “Elas são mais finas, limpas, não têm um grafismo maluco, mas são muito confortáveis e silenciosas”, explica Poloni.
Outro material bastante utilizado na produção dos quadros é o cromoly, um tipo de ferro importado da Itália e da Inglaterra. “Nosso quadro top, por exemplo, é de ferro, mas é mais leve que o quadro de alumínio”, diz Flavio Nonato.
Como a maioria dos clientes é mais experiente, geralmente pede para confeccionar uma bike sem marchas e de catraca fixa, ou seja, que não possui freio - a frenagem é feita pela ação de contrapedal do ciclista.
Para os iniciantes, o freio pode ser introduzido na bicicleta, que também pode contar com um tubo com marchas internas com oito velocidades. “Neste caso, fazemos uma bike polivalente, que sobe morros e tal, mas não é limpa como a bike de catraca fixa”, diz Poloni.
Todos os componentes podem variar de acordo com o gosto do cliente. Os bancos, por exemplo, contam com modelos de couro feito à mão e que se moldam ao corpo do ciclista, proporcionando maior conforto. Já as rodas podem ser de aros de madeira italianos, que dão um charme especial à bike, além de maior leveza e conforto para pedalar.
Por conta desta diversidade de escolha, os preços podem variar bastante e chegar a até R$ 20 mil. Dependendo da customização escolhida, a bike pode levar de três meses a um ano para ser fabricada. “É um processo extremamente delicado, toma tempo, pois é muito artesanal”, explica Poloni.

domingo, 6 de maio de 2012

Ciclorota protegida em Buenos Aires - Argentina

Vejam este exemplo que existe na Buenos Aires - Argentina porque não aplicar aqui em SÃO PAULO - SP também ?


Londres: bicicletas viram tema central de eleição para prefeito


Ciclistas realizaram grande protesto nas ruas de Londres no último dia 28 de abril. Foto: Divulgação/BBC Brasil
Ciclistas realizaram grande protesto nas ruas de Londres no último dia 28 de abril
Foto: Divulgação/BBC Brasil

Eleitores de Londres vão às urnas nesta quinta-feira votar para prefeito em meio a um dos mais acalorados debates políticos sobre o uso de bicicletas na cidade, num momento em que diversas metrópoles do mundo - inclusive São Paulo - buscam formas de melhorar a coexistência entre veículos de pedais e motorizados.PAULA ADAMO IDOETA
Da BBC Brasil
A reta final da campanha eleitoral londrina foi marcada por um encontro inédito dos quatro principais candidatos exclusivamente sobre ciclismo, pela troca de acusações entre os dois líderes nas pesquisas quanto a números de acidentes com ciclistas e por um protesto de ativistas pedindo mais segurança nas vias londrinas.
O uso das bicicletas é citado nos programas de governo dos principais candidatos: o atual prefeito conservador Boris Johnson promete ampliar ciclovias e o programa de aluguel de bicicletas públicas da cidade, mas aponta como prioridade o "fluxo do tráfego"; seu antecessor e principal concorrente, Ken Livingstone, diz que colocará a segurança de pedestres e ciclistas como a principal preocupação do órgão que coordena o transporte londrino.
O número de bicicletas nas ruas de Londres vem aumentando, algo incentivado por diversas razões: pedágios urbanos, que encarecem o uso dos carros no centro da cidade, o alto preço das passagens do transporte público, programas públicos de aluguel de bicicletas e as tradicionais preocupações com a boa forma e o meio ambiente.
Dados oficiais apontam que o uso de bicicletas em partes da cidade mais do que dobrou entre 2001 e 2010. Segundo o grupo cicloativista London Cycling Campaign, cerca de 540 mil viagens diárias são feitas sobre duas rodas na cidade - número significativo em uma metrópole de 8 milhões de habitantes.
A força desse grupo levou o jornal The Guardian a questionar, em seu blog sobre bicicletas, se estaria se formando um "voto ciclista" na política britânica.
"É um indicativo forte do lobby do ciclismo o fato de que, a 72 horas das eleições, os quatro principais candidatos - o prefeito Boris Johnson, Ken Livingstone, o liberal-democrata Brian Paddick e a verde Jenny Jones - tenham dedicado boa parte de sua tarde para um debate sobre as preocupações dos ciclistas", diz o site do jornal.
Além disso, no último dia 28, cerca de 10 mil manifestantes (número estimado pelos organizadores) fizeram um passeio pela cidade, para pressionar os candidatos à prefeitura a melhorar a segurança das vias para os ciclistas e seguir o exemplo da Holanda, país considerado referência europeia no uso de bicicletas.
Mortes nas ruas
Em comparação com metrópoles brasileiras, Londres é uma cidade bem adaptada ao uso das bicicletas. Muitas vias londrinas têm ciclofaixas, e muitos ciclistas só saem às ruas equipados com coletes coloridos e capacetes.
Ainda assim, a relação com os motoristas nem sempre é cordial - estes são acusados de agressividade na direção, mas alegam que os ciclistas comumente desrespeitam as regras de trânsito e furam sinais vermelhos. No ano passado, segundo o site pró-ciclismo RoadCC, 16 ciclistas morreram em acidentes em Londres em 2011. Três mortes ocorridas no final do ano desencadearam protestos pela segurança das vias.
A questão é familiar para quem convive com o trânsito de São Paulo - onde, segundo os dados mais recentes da CET, 49 ciclistas morreram em acidentes em 2010. É praticamente uma morte por semana.
'Go Dutch
"Não queremos o que acontece em São Paulo, onde vias (rápidas) de seis pistas inviabilizam o ciclismo", declarou à BBC Brasil o ativista Tom Bogdanowicz, do grupo London Cycling Campaign. "Queremos que o futuro prefeito se comprometa com uma Londres mais segura e habitável para ciclistas."
"No Brasil não há respeito ao ciclista. São considerados de classe inferior, porque o carro é sinônimo de status", opinou a brasileira Virginia Perrotti Machado, 29 anos, que mora em Londres há sete anos e também se tornou ativista do London Cycling Campaign. "Aqui, tenho uma bicicleta desde que cheguei, mas ainda me sinto insegura nas grandes vias e cruzamentos."
O grupo lançou a campanha "Go Dutch" ("Faça como os holandeses", em tradução livre), alegando que, em Amsterdã, entre 25% e 37% das jornadas diárias são feitas em bicicletas, contra 2,5% em Londres.
Os defensores do modelo holandês dizem que este inclui ciclovias separadas das pistas rápidas de rodovias, sinalização específica em cruzamentos e redução no limite de velocidade em vias menores.
Citando esses exemplos, a London Cycling Campaign pede que as novas ruas de Londres sejam desenhadas levando o ciclismo em consideração, que os cruzamentos sejam adequados às bicicletas e que haja políticas para harmonizar a convivência entre motoristas, pedestres e ciclistas, entre outras ideias.
Bogdanowicz diz que, de 12 ciclovias planejadas para a cidade britânica, quatro já implementadas foram consideradas inseguras e desconfortáveis pelos ciclistas. "Todos os candidatos concordaram com as nossas propostas, mas falar é fácil. Veremos se eles as cumprirão. Isso requer fundos e direcionamento político, (nos setores de) engenharia e transporte", afirmou.
Levantamento do Guardian mostra que o tema do uso de bicicletas é mencionado nos planos de governo dos principais partidos das eleições desta quinta, mas, em geral, apenas superficialmente.
Até mesmo o prefeito Boris Johnson, entusiasta do ciclismo e promotor de um sistema de aluguel de bicicletas públicas, é acusado de não se comprometer o suficiente com o tema em sua corrida por um segundo mandato.
Equação complexa
Por trás do debate existe uma dificuldade inerente em inserir as bicicletas na equação do trânsito de uma forma pacífica, opina o engenheiro de trânsito Ken Huddart, que nos anos 1980 comandou um projeto ciclístico oficial em Londres.
Segundo ele, até mesmo na Holanda andar de bicicleta ainda é mais perigoso do que andar de carro. "A exposição (das bicicletas) é constante. Em Londres, elas trafegam ao lado dos ônibus (à esquerda) porque é o único lugar onde podem ser colocadas", diz ele. "O esforço é para minimizar o risco, deslocá-las para vias menores e mais lentas, mas isso só funciona para quem está a passeio. Quem (está se deslocando ao trabalho) quer as rotas mais rápidas e curtas."