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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Materiais usados na fabricação de quadros de bicicletas


Existem diversos materiais e ligas para a construção das mais diversas configurações de quadros para bicicletas.
Apresentaremos aqui algumas características dos materiais mais utilizados.

Aço (Cr-Mo)
Dentre todos os materiais aplicados nos quadros das bicicletas, é o mais acessível – devido, principalmente, à sua facilidade de construção e de fabricação dos tubos.
Normalmente o encontramos em quadros de categoria inferior, com pesos excessivos e com tubos de espessura constante, mas existem também quadros de marcas com bastante reputação cujo valor pode ser bem alto.
As vantagens associadas a esse tipo de liga – Aço Cromo-Molibdênio – são essencialmente o conforto proporcionado, devido à capacidade de dissipação das vibrações, e o custo.
Os quadros em aço têm ainda a vantagem de poder ser reparados facilmente, especialmente em caso de empeno.

Alumínio
O custo relativamente baixo, o baixo peso e a boa resistência à corrosão, tornaram famosos os quadros de alumínio.
Existem, no entanto, algumas desvantagens, das quais a principal é a baixa resistência à fadiga do material, o que implica por parte dos construtores a necessidade de sobredimensionarem os seus quadros, tornando-os oversize.
Com a adoção deste tipo de solução, a flexibilidade dos mesmos foi consideravelmente reduzida, obtendo-se em consequência um tipo de quadro meio desconfortável, mas bastante utilizado em competições.
Salientamos a impossibilidade de reparação em caso de empeno, especialmente das gancheiras, que neste tipo de quadro normalmente é substituível.
As ligas mais utilizadas são as da série 7000 e as da série 6000.

Carbono
A fibra de carbono possui uma resistência à fadiga superior a todos os outros materiais. No entanto, quando agregada por resinas de forma a produzir o seu conjunto, perde a capacidade de resistência à fadiga – não pela fibra de carbono em si, mas pela resina aplicada.
Uma grande vantagem é a possibilidade de o material ser moldado com formas bem exóticas e diferentes em comparação com os materiais habituais.
Os pontos negativos são o elevado preço dos quadros, a fragilidade em caso de queda e a relação entre o carbono e as peças metálicas.

Titânio
Foi desde sempre considerado o material preferido para a construção de bicicletas. O seu reduzido peso, a sua alta resistência à corrosão, a elevada resistência à fadiga e a capacidade de absorção de vibrações são as suas grandes vantagens.
O custo é obviamente elevado quando se trata de um material nobre, que apesar de ser um dos elementos mais abundantes no nosso planeta, possui no seu processo de fabricação e obtenção de tubos métodos bastante dispendiosos e a necessidade de equipamento de extrema qualidade.
Há diversos tipos de liga nessa categoria, correspondentes a diferentes qualidades de material. As ligas 6AL4V (6% de Vanadium, 4% de Alumínio e 90% Titânio), 3AL2.5V e o titânio de construção são as mais habituais.
Recomendamos a utilização do 3Al2.5V pelo seguinte motivo: a rigidez e a dureza do 6AL4V traduz-se num quadro bastante resistente e rígido, que muito se assemelha ao alumínio, ou seja perderemos uma das grandes qualidades do titânio: o conforto. De uma forma geral, essa liga é utilizada na fabricação de suportes e outros pequenos itens cuja resistência deve ser grande.

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