segunda-feira, 11 de julho de 2011

David Byrne, ex-Talking Heads, quer andar de bicicleta em SP


 . Foto: André Conti/Divulgação
David Byrne na Flip
Foto: André Conti/Divulgação


O músico David Byrne, líder da extinta banda Talking Heads, tornou-se nos últimos anos um conhecedor dos desafios enfrentados por ciclistas em diferentes cidades no mundo. A ponto de idealizar um fórum para debater "cidades, bicicletas e o futuro da mobilidade". A primeira edição do encontro será realizada na próxima terça-feira (12), no Sesc Pinheiros, em São Paulo.
Será uma oportunidade para debater o tema e também para o músico experimentar as ruas da capital paulista sobre duas rodas. "Eu pretendo andar de bicicleta em São Paulo. Todo mundo diz que é impossível. Sempre dizem 'boa sorte'. Digo se ainda estiver vivo depois", disse Byrne a jornalistas, em entrevista concedida neste sábado durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Rio de Janeiro. Neste domingo, ele participará de uma mesa de debates junto com o especialista em planejamento urbano Eduardo Alcântara Vasconcellos.
Ao comentar incidentes recentes entre ciclistas e motoristas, como o ocorrido no início deste ano em Porto Alegre, quando um motorista atropelou dezenas de ciclistas, Byrne disse que há conflitos também em outras metrópoles, como Nova York. O músico diz, no entanto, que algumas estatísticas apontam redução no número de acidentes envolvendo carros e ciclistas à medida que os motoristas ficam mais acostumados às bicicletas.
Byrne reconhece que muitas vezes é difícil as pessoas criarem o hábito de usar bicicleta, mas considera que a missão não é impossível. "Na Dinamarca se dizia que as pessoas nunca iriam abandonar seus carros ou abrir mão das vagas de estacionamento, mas isso aconteceu. Pode-se pensar o mesmo sobre nova-iorquinos, brasileiros, e achar que os dinamarqueses mudaram porque são diferentes, mas, no início, eles também resistiram".
Liberdade
O gosto pela bicicleta teve início em uma tentativa do músico de sair do esquema típico das turnês, em que só se conhece hotéis. "Percebi que se eu não deixasse esse estilo ficaria louco. Usar a bicicleta foi uma forma de garantir minha sanidade mental e entender melhor as cidades que visitei".
A bicicleta, contou, trazia uma certa liberdade, livrando-o da preocupação com táxis ou paradas de ônibus ou estações de trem. "Eu era dono da minha vida de novo, o que era uma ótima sensação. Os aspectos ambientais e ecológicos disso foram um efeito colateral. O aspecto emocional foi o primordial". Algumas de suas experiências estão relatadas no livro Diários de Bicicleta.
Questionado sobre quais as melhores cidades em que pedalou e as piores, disse que, como o esperado, as melhores são aquelas que têm estruturas para os ciclistas, como as europeias Copenhagen, Berlim, Amsterdã. A que ganha o "prêmio" de pior cidade para ciclistas, na opinião de Byrne, é Hong Kong. "Poderíamos pensar que, por ser chinesa, a cidade tem muitas bicicletas, mas, como foi uma colônia britânica, Hong Kong não tem infraestrutura para ciclistas. Lá tem muitas indústrias e manufaturas, mas é uma cidade fundamentalmente de bancos. Quando conseguirmos colocar os banqueiros andando de bicicletas talvez a situação será diferente".
O músico avaliou ainda que, muitas vezes, o mais interessante é descobrir caminhos em cidades que não têm infraestrutura para ciclistas. "Em Roma, quase ninguém usa bicicleta e, por isso, o trânsito é caótico. Mas descobri que é uma cidade que é muito fácil percorrer de bicicleta".
Maconha
Byrne não abandonou a música, apesar de ter descartado uma volta do Talking Heads. Recentemente, participou da trilha sonora do documentário Quebrando o Tabu, em que o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defende a descriminalização das drogas. O músico esquivou-se à pergunta sobre se era a favor da legalização da maconha. "É uma pergunta complicada. Concordo que a guerra contra as drogas fracassou. O que o filme propõe é olharmos para experiências de outros lugares que deram certo como uma alternativa".
fonte:

Diários de Bicicleta Autor: David Byrne - Editora: Amarilys



Desde o início dos anos 80, David Byrne tem usado a bicicleta como principal forma de locomoção em Nova York, cidade onde vive. Quando viaja ou sai em turnê, ele sempre leva consigo uma bicicleta dobrável. A princípio, tal decisão foi tomada por mera conveniência. No entanto, quanto mais cidades visitava, mais o músico se tornava adepto desse meio de transporte e da sensação de liberdade que ele proporciona. Ao conhecer novos lugares (ou o próprio lugar onde vive) sobre duas rodas, Byrne percebeu ser possível ampliar a percepção dos ritmos e dinâmicas características de uma cidade, de sua geografia e de seus habitantes, e passou então a registrar em um diário suas observações e descobertas sobre as metrópoles por onde passava.
Diários de bicicleta é a reunião de vários escritos do autor ao longo dos últimos anos – de Berlim a Buenos Aires, de Istambul a São Francisco, de Manila a Nova York, entre outras. Num estilo despojado que passeia entre ensaio, relato de viagens, diário pessoal e álbum de fotos, David Byrne registra também suas reflexões sobre uma variedade de assuntos: política, filosofia, música, planejamento urbano, moda, arquitetura local, diferenças culturais, sexualidade, entre outros, sempre com uma mistura muito particular de humildade, curiosidade e bom humor.
David Byrne é mundialmente conhecido por seu trabalho como músico à frente do Talking Heads, banda cult dos anos 80, e por seus álbuns solo e em parceria com Brian Eno, como Everything that happens will happen today, um das colaborações mais recentes. Sob o selo independente Luaka Bop, Byrne foi o responsável por distribuir internacionalmente grandes nomes do que se convencionou chamar de world music (entre os artistas brasileiros, lançou trabalhos de Tom Zé, Yoñlu, +2 e Os Mutantes). Além da música, o artista também encabeça uma série de projetos nas artes plásticas, no teatro e no cinema, colaborando com nomes como Caetano Veloso, Marisa Monte, Thwyla Tharp, Robert Wilson, Jonathan Demme e Bernardo Bertolucci.
Nascido em Dumbarton, na Escócia, em 1952, David Byrne frequentou a Rhode Island School of Design e o Maryland Institute College of Art. Atualmente, vive em Nova York. 

David Byrne ataca na Flip modelo urbanístico 'insustentável'

David Byrne ataca na Flip modelo urbanístico 'insustentável'
Músico escocês, ex-Talking Heads, promoveu livro 'Diários de bicicleta'. Quem esperava ouvir falar sobre música, recebeu aula de cidadania.

Quem esperava ouvir o escocês David Byrne falando na Flip sobre música e os tempos de Talking Heads recebeu uma aula de urbanismo e cidadania. Byrne participou de mesa intitulada "Tour dos trópicos" na tarde deste domingo (10), último dia da Festa Literária de Paraty.

É que ele promove o livro "Diários de bicicleta", relato de suas viagens por variadas cidades do mundo a partir da perspectiva de um ciclista convicto, que começou seus passeios sobre duas rodas nos anos 1980, em Nova York.

"O livro que fiz não é sobre bicicletas", disse Byrne logo no começo de sua palestra. Ele trata de como o modelo atual de urbanismo, em sua opinião, é insustentável. O escocês promove a opinião de que as bicicletas podem ajudar a solucionar esse problema.

"Quanto mais pessoas andam de bicicleta, o número de acidentes com ciclistas diminui", falando sobre o que costuma ouvir sobre São Paulo, considerada uma cidade perigosa para se andar de bicicleta.

Otimista, o ex-Talking Heads disse ainda sobre a capital paulista: "São Paulo tem potencial, é mais verde do que se pensa."

Ao longo de sua fala, exibiu fotografias que tirou durante suas viagens. Mostrou o que chama de "áreas mortas" dos Estados Unidos. Conexões de rodovias, áreas abaixo de viadutos, que afastam as pessoas.

"Muitas dessas áreas deram lugar a estacionamentos. São áreas mortas, onde não há interação humana, não há esportes. E são venenosas, se espalham para regiões vizinhas também", disse.

Em seguida, mostrou exemplos na Europa de cidades em que, apesar de os automóveis não terem sido completamente banidos, as prefeituras tornaram mais difícil sua circulação, fechando ruas apenas para os pedestres. Elogiou Berlim e Amsterdã.

O especialista em urbanismo Eduardo Vasconcellos também participou da conversa, expondo a experiência de quem conhece o exemplo de um país em desenvolvimento. "Nós criamos cidades hostis. A elite precisa do automóvel para sobreviver. No governo, as pessoas têm automóveis. Naturalmente, os decisores optam pelas opções em favor do autómovel", disse.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Byrne fala de bikes em fórum


O ex-vocalista e guitarrista do grupo Talking Heads, David Byrne, volta ao Brasil nesta Feira Internacional Literária de Paraty (Flip), neste sábado (10/07), mas depois faz escala em São Paulo, para para discutir políticas de transportes sustentáveis no fórum Cidades, Bicicletas e o Futuro da Mobilidade, que acontece dia 12/07, às 19h, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros. As inscrições começaram na última sexta (1º).
Byrne antecipa a conversa nesta segunda (04/07), às 23h30, no programa Milênio, da Globo News, que exibe uma entrevista exclusiva com o músico, escritor e ativista, direto de seu ateliê em NY, em meio à arte e sua bicicleta desmontável.
Na palestra no fórum, que contará com o especialista em planejamento urbano e coordenador do Projeto Observatório da Mobilidade Cidadão da Associação Nacional de Transportes Públicos, Eduardo Alcântara Vasconcellos, com o cicloativista Artur Alcorta e o Secretário de Transportes da cidade São Paulo Marcelo Branco, Byrne falará das experiências em seus passeios de bicicleta pelas principais ruas do mundo – tema do livro Diários de Bicicleta (Editora Amarilys, 336 págs, R$49,00).
O músico é apaixonado por ciclismo urbano. "Há décadas tenho usado a bicicleta como principal meio de transporte em Nova York, e percebi que é algo prático e agradável. Desfruto da perspectiva oferecida a quem se locomove de bicicleta pela cidade e também pelos lugares que visito. Gosto da sensação de flutuar e deslizar sem um motor; posso parar e explorar, fazer meu próprio itinerário e tomar o caminho que quiser para chegar a qualquer lugar", conta Byrne.
O Fórum, que também será apresentado na Flip (www.flip.org.br), passará por outras oito cidades da América Latina.
O ingresso para o evento custa R$ 10, as vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas no site www.sescsp.org.br .
Mais informações sobre David Byrne na Flip aqui [LINK http://www.brpress.net/index.php?option=com_content&view=article&id=6036:literatura-comeca-venda-de-ingressos-para-flip-2011&catid=265:literatura-a-livros].

FONTE : 

BICICLETADA ZL JULHO/2011





São aproximadamente 12km da praça do ciclista à Praça Silvio Roméro.

A Bicicletada acontece em São Paulo na Praça SILVIO ROMERO (TATUAPÉ)

Praça do Ciclista ( esquina da avenida Paulista com a Consolação ). O encontro começa as 18 horas e saímos em massa critica por volta das 20 horas ocupando as ruas para festejar a bicicleta como meio de transporte.
TODA ÚLTIMA SEXTA FEIRA DO MÊS


Praça Silvio Romero (em frente a igreja e do lado do posto policial, junto ao Sino) O encontro começa as 18h30 horas e saímos em massa critica por volta das 20 horas ocupando as ruas para festejar a bicicleta como meio de transporte.
TODA SEGUNDA SEXTA FEIRA DO MÊS 

A Massa Crítica Paulistana convida as pessoas a ocuparem o espaço público de maneira inteligente. Sempre com muita alegria, pessoas em seus veículos não-motorizados irão comemorar de uma maneira nada tradicional a "Mobilidade" todos cidadãos da cidade.

"Você aí parado, venha comemorar conosco, é o melhor lado!"

Aqui todo mundo é bem vindo, não importa o valor do seu carro ou a grife da sua cueca.

Venha como puder.....


A Bicicletada Paulistana (Critical Mass) acontece sempre na última sexta feira do mês há mais de 8 anos, e em mais de 400 cidades do mundo, simultaneamente. Para participar, a única obrigatoriedade é comparecer ao ponto de encontro com um meio de transporte não motorizado. Pode ser Bicicleta, Patins, Skate ou até mesmo com seus próprios pés.

Não tem bicicleta ou não sabe pedalar ?...sem problemas. Apareça o quanto antes na praça do ciclista e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada, ou faça uma horinha conosco por lá.


  
Se ainda não conhece venha participar.