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sábado, 6 de outubro de 2012

Cidades dispensam uso de capacete por ciclistas


Cidades dispensam uso de capacete por ciclistas

Bicicletas nas ruas da Holanda


Nos EUA, é quase sagrada a noção de que capacetes contribuem para a saúde e a segurança ao prevenir lesões. Ciclistas sem capacete são considerados irresponsáveis.


Muitos europeus têm uma visão diferente: sim, estudos mostram que um capacete pode reduzir o risco de uma lesão. Mas quedas tão perigosas são raras -ainda mais em sistemas de ciclismo maduros.
E muitos dizem que, se você pressiona as pessoas a usar capacete, desencoraja-as a andar de bicicleta. E o resultado são menos ciclistas comuns nas ruas, o que dificulta o desenvolvimento de uma rede de bicicletas mais segura.
"Pressionar o uso de capacete mata o ciclismo, pois promove uma sensação de perigo que não se justifica", diz Piet de Jong, da Universidade Macquarie, em Sydney.
"Estatisticamente, se usássemos capacete para andar de bicicleta, deveríamos usá-lo ao subir escadas ou entrar na banheira, pois há mais lesões durante essas atividades."
Experiências sugerem que, se uma cidade quiser que seu programa de bicicletas dê certo, ela deverá permitir o uso delas sem capacete.
Um programa em Melbourne, onde o uso é obrigatório, tem cerca de 150 passeios por dia, apesar de a cidade ser plana. Dublin, que não exige capacete, tem mais de 5.000 passeios diários em seu sistema. A Cidade do México, para vingar o seu programa, revogou a lei que obrigava o capacete.
Em Nova York, a prefeitura rejeitou pedidos por uma lei que obrigue o capacete quando o programa da cidade for iniciado, pois ela poderia desencorajar o uso de bicicletas.
"Os benefícios dos programas de bicicletas derivam do uso por pessoas comuns", diz Ceri Woolsgrove, da Federação Europeia de Ciclistas. "Se você lhes disser que isso é maravilhoso, mas que é necessário vestir uma armadura, elas não usarão as bicicletas. São seres humanos normais, não guerreiros urbanos."
Tradução de EMERSON KIMURA

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