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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Transmissão continuamente variável permite marchas infinitas


Transmissão continuamente variável permite marchas infinitas



Sistema utiliza esferas para mudar o torque.
Sistema utiliza esferas para mudar o torque.
Foto: Divulgação
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Depois das correias de carbono e dos câmbios integrados ao cubo da roda, a transmissão continuamente variável (TCV) promete uma nova experiência ao pedalar. Apesar de ter uns quilos a mais, essa novidade apresenta potencial para agradar o público iniciante no mountain bike.

O grande diferencial da tecnologia é a inexistência de “degraus” entre uma marcha e outra. De certa forma, nem se pode falar em marchas, pois a mudança de torque – a força transmitida do pedivela para a roda – é continua entre o menor e o maior valor. Isso é possível graças a um sistema de esferas e trilhos que se movimentam no interior da peça.

Assim como outros modelos modernos, o câmbio com TCV é integrado ao cubo da roda traseira, o que praticamente elimina o risco de acidentes, como uma corrente escapar ou o próprio equipamento enganchar em algum arbusto. 

Para mudar as marchas, o ciclista pode escolher qualquer posição no trocador. Assim, as possibilidades são virtualmente infinitas, ao invés das 8, 11 ou 14 marchas previamente definidas nos modelos integrados tradicionais.

Tecnologia centenária. O primeiro esboço de uma transmissão continuamente variável surgiu na Itália, em meados de 1490. Seu criador foi ninguém menos que Leonardo Da Vinci, o mais renomado artista e cientista do Renascimento.

Contudo, foi apenas em 1935 que surgiu a primeira patente de uma TCV. Com o tempo a tecnologia foi adotada em alguns veículos como snowmobiles e motocicletas, e mais tarde até as montadoras de carros adotaram o câmbio para alguns modelos.

NuVinci. Em 2007, o sistema chegou às bicicletas pela Fallbrook Technologies, sediada em San Diego, Califórnia, com o sistema NuVinci. O modelo mais novo se chama N360, e por enquanto só está disponível na Europa, América do Norte e Ásia, por 350 dólares, em média. A empresa também criou um sistema automático de troca de marchas chamado Harmony, especialmente indicado para as e-bikes.

O câmbio com trocador padrão pesa cerca de 2,5 quilos, e possui variação de 360% entre o valor mais alto e mais baixo de torque. Com um sistema de câmbio dianteiro, a diferença sobre para 540% entre a maior e a menor “marcha”. 

Comparativamente, um câmbio traseiro de mountain bike, em modelo semi-profissional, tem aproximadamente 235 gramas, mais 260 do cassete com 9 velocidades e 400 do cubo da roda, que totaliza 895 gramas, em média. A variação de força de um modelo desses, com pedivela triplo, é de 581% entre o valor maior e menor de torque.

Apesar da grande diferença de peso, pela internet já existem relatos de ciclistas que adotaram o NuVinci N360 para o mountain bike. Entre os aspectos valorizados estão o baixo risco de falhas, a facilidade de uso e a confiabilidade.

Segundo Adil Filoso, especialista em bikes aro 29, o sistema não deverá fazer muito sucesso no mountain bike. “Entretanto, pensando no [câmbio] Rolhoff, o concorrente que já está consolidado no mercado, pode ser uma solução "trouble free", [livre de falhas], para bikes customizadas”.

Já o ciclista e empresário Daniel Alipert acredita um pouco mais no potencial da novidade. “Se perder peso, poderia até ser usado no moutain bike competitivo”, afirmou. Ele testou o câmbio em uma feira de bicicletas nos Estados Unidos e, apesar de ter pedalado em um rolo de treinamento, aparentemente aprovou a inovação. “A troca de marchas é realmente muito suave, achei muito interessante”.

Resta a pergunta ao leitor: esse tipo de câmbio pode ser vantajoso para o mountain bike?

Confira abaixo o vídeo promocional do N360



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