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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Bikes elétricas ‘invadem’ o espaço urbano de Manaus


O gerente João Sousa diz que maioria dos usuários de e-bikes é formada por homens que usam o veículo para ir trabalhar
O gerente João Sousa diz que maioria dos usuários de e-bikes é formada por homens que usam o veículo para ir trabalhar (Euzivaldo Queiroz)
Pelo menos 20 bicicletas elétricas chinesas são vendidas diariamente no Amazonas. As ‘magrelas’ suportam até 130 quilos, têm autonomia para realizar um percurso de aproximadamente 40 quilômetros (no plano), têm baixa cilindrada e precisam de, no máximo, oito horas para carregar  a bateria.
Nas lojas Sousa Motos, Sousa Auto Peças e outras revendedoras, as bikes comercializadas são de fabricação chinesa. “As peças vêm da Ásia e são montadas na A. Alves de Sousa. Parte da produção é vendida na capital e o restante no interior”, explicou o gerente da Sousa Motos, Sérgio Sousa.
Segundo ele, só na loja que gerencia são vendidas ao mês aproximadamente 50 bicicletas. Ele explicou que os veículos não chegam a ter a potência de uma moto elétrica, mas têm boa autonomia. “Elas foram feitas especialmente para andar no plano e para dar uma mobilidade as mulheres”, destaca Sérgio. A magrela evoluiu e já existem modelos chineses até com alarme. “É um veículo de baixa potência,  ideal para distâncias curtas”. O perfil dos clientes da Sousa Motos, de acordo com o gerente da assistência técnica da loja, João Sousa, é de homens que usam o produto para poder ir ao trabalho.
As chamadas e-bikes podem atingir, em média, 30 km/h e são carregadas com energia elétrica. A carga de oito horas é feita em voltagem 110. Com 220 é possível reduzir o tempo de recarga para três horas.
Super bikeA montadora Sousa distribui bikes elétricas para cinco lojas em Manaus. Um dos clientes mais satisfeitos é o professor de educação física Luciano de Oliveira.
Luciano conheceu as bikes elétricas em 1997, via internet,  e comprou uma em outubro de 2010. “De lá para cá troquei o pneu traseiro da minha bike para um de moto de pequeno porte, estou adaptando uma bateria de carro, já funciona com bateria solar e acho que essa é uma tendência sustentável de locomoção”, explicou.
O professor mora no Conjunto Duque de Caxias e trabalha em Adrianópolis, ambos da zona Centro-Sul de Manaus. Luciano gastaria em média R$ 10 se fosse trabalhar de ônibus e levaria 40 minutos. Com a e-bike faz o percurso em 20 minutos. “Gasto menos da metade do que gastaria ao mês e como a bike tem pedais, ainda tenho ainda a opção de pedalar”, diz.
NacionalNa última reunião do Conselho de Administração da Suframa foi aprovado projeto de R$ 5,3 milhões, da Dafra da Amazônia, para fabricação de e-bikes no Polo Industrial de Manaus.

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