sábado, 4 de fevereiro de 2012

Em vídeo, francês mostra que é possível viver em cima de uma bicicleta


Editora Globo
No vídeo "The man who lived on his bike" ("O homem que vivia em cima de sua bicicleta"), Guillaume Blanchetmostra como seria uma vida passada sobre duas rodas. Dedicando a obra ao seu pai, que já percorreu mais de 120 mil quilômetros de bicicleta, o francês produziu inusitadas imagens de seus passeios ciclísticos pelas ruas de Montreal, no Canadá, durante 382 dias.
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Blanchet realiza verdadeiros malabarismos sobre a bicicleta. Com bom humor, atividades corriqueiras do dia a dia, como fazer a barba ou fritar um ovo, são realizadas com maestria em pleno movimento.

As mudanças do clima no decorrer do ano também ficam registradas nas imagens. Neve, sol, chuva, não há tempo ruim que impeça Blanchet de pedalar. Pois, para o francês, o ciclismo é uma paixão que lhe dá a sensação de liberdade e o faz sentir vivo.

THE MAN WHO LIVED ON HIS BIKE from Guillaume Blanchet on Vimeo.

Bicicleta entra nas discussões de transporte sustentável


Em meio às discussões cada vez mais presentes em todo o mundo sobre mobilidade urbana, um personagem tem se destacado: a bicicleta. Silenciosa e não poluente, a bike tem sido cada vez mais levada a sério como alternativa viável de transporte sustentável para as grandes cidades.

A ideia não é nova fora do Brasil e cidades como Bogotá, na Colômbia, que possui cerca de 350 km de ciclovias, e Amsterdã, na Holanda, são casos de sucesso na integração das bicicletas ao sistema de transporte. E, mesmo por aqui, a solução já existe, ainda que não necessariamente com a chancela do poder público - como qualquer um pode perceber na maioria das cidades litorâneas. O destaque fica para Rio Branco, capital do Acre, que tem a maior rede cicloviária per capita do país, com mais de 100km de ciclovias para um total de 300 mil habitantes.

Movimentações em favor do transporte cicloviário começam a surgir em outras localidades. Em Porto Alegre, já está marcado o 1º Fórum Mundial da Bicicleta, que acontece entre os dias 23 e 26 de fevereiro, com palestras, debates e oficinas sobre mobilidade urbana, turismo, economia, esporte, meio-ambiente, entre outros temas. A data para o Fórum Mundial da Bicicleta foi escolhida em virtude do aniversário de um ano do atropelamento intencional que ocorreu contra os participantes da Massa Crítica de Porto Alegre, em 25 de fevereiro de 2011, que gerou manifestações de solidariedade em diversas cidades do mundo e vem fomentado a discussão sobre a violência no trânsito. Segundo os organizadores do fórum, o incidente “denuncia o quanto nossas cidades não estão estruturadas, e nossas culturas não estão voltadas para um cuidado com as pessoas.”

A programação provisória do evento traz painéis sobre o papel da bicicleta na mobilidade urbana, a bicicleta como agente de incremento econômico, a bicicleta na promoção do turismo, e ciclismo de competição.

O evento deve contar com a presença do ativista norteamericano Chris Carlsson, considerado fundador da Massa Crítica, movimento mundial de valorização do ciclismo. Com programação gratuita e organizado por um coletivo auto-gerido de voluntários, o fórum busca na rede seu financiamento. Nesta página, é possível contribuir on-line para garantir a realização do evento, em especial a passagem de avião do convidado internacional.

Lei da Bicicleta
No Mato Grosso, segundo o site EcoDesenvolvimento, um grupo de jovens de Cuiabá e Várzea Grande estão mobilizados pela aprovação da Lei da Bicicleta, projeto de iniciativa popular que prevê a implantação de ciclovias e ciclofaixas nas cidades e seu reconhecimento como meio regular de transporte, integrado ao sistema coletivo. Pela lei, bicicletários e estacionamentos específicos seriam implementados em terminais de transporte, prédios públicos municipais, estaduais e federais, estabelecimentos de ensino, praças, shoppings centers e supermercados.

A movimentação se dá principalmente pelo grupo no Facebook Ciclovia Já, onde os participantes divulgam ações, cartilhas de fiscalização de ciclovias e eventos para coleta de assinaturas. São necessárias cerca de 17 mil assinaturas para a validação da petição e, até o momento, pouco mais de 700 assinaturas foram coletadas. Moradores de Cuiabá e Várzea Grande podem contribuir com a lei assinando a petição on-line.

'Superbikes': bicicletas turbinadas de até R$ 30 mil vão acelerar em Santos


Elas são a evolução das bicicletas. Os profissionais até brincam que são um motocross sem motor, além de terem quase o mesmo preço das máquinas de duas rodas: podem chegar a R$ 30 mil no Brasil. A partir dessa sexta-feira, as "superbikes" do downhill vão mostrar por que elas valem esse alto investimento durante a décima edição da Descida das Escadas do Santos. Um percurso de 650 metros de extensão, com 417 degraus, que exige a máxima performance das "magrelas".
- Atingimos entre 50 e 60 km/h, com muito impacto. A bike tem que ser muito resistente e, ao mesmo tempo, rápida - explicou o bicampeão da prova (2008 e 2009), Walace Miranda.
Descida das Escadas de Santos mountain bike downhill e a moto de estilo livre (Foto: Divulgação)Com mesmo sistema de suspensão, mas sem motor: bikes do downhill são parecidas com um motocross
(Foto: Divulgação)
O catarinense Markolf Berchtold foi o primeiro vencedor do tradicional evento disputado no Monte Serrat, em 2003. Além de competir, o experiente biker de 31 anos é o chefe de uma das equipes na disputa da décima edição da Descida e dono de uma loja de equipamentos para a modalidade.
- É uma bicicleta complexa. Tem dois sistemas de suspensão, dianteiro e traseiro, freios especiais e uma série de outros acessórios para ela funcionar perfeitamente nesse tipo de terreno acidentado - explicou Markolf.
Markolf Bertchold descida das escadas de santos (Foto: Divulgação)Markolf colocando a superbike para trabalhar
(Foto: Divulgação)
Para não espantar novos adeptos, o catarinense disse que para iniciar no esporte é possível encontrar uma bike entre R$ 1.500 e R$ 2 mil.
- Depois que você passa para um nível avançado, elas podem custar de 10 a R$ 25 mil, prontas. Se for para comprar as melhores peças para montar uma, ela pode chegar a R$ 30 mil. O quadro é a parte mais cara e custa até R$ 10 mil. Ainda tem os equipamentos de proteção, que também são caros. Essa é a realidade do preço no Brasil com as altas taxas de importação - lamentou Markolf.
Para se ter uma ideia, no exterior, o valor cai quase pela metade. Quem garante é o vencedor da edição de 2010 da Descida das Escadas de Santos e único piloto a andar abaixo de um minuto no circuito do Monte Serrat, o eslovaco Filip Polc.
- Contamos com essa vantagem. Na Europa, você consegue uma boa bicicleta por cinco mil euros. Imagino como deve ser complicado para quem quer andar profissionalmente no Brasil - disse Polc.
A partir das 13h desta sexta-feira, as feras do downhill entram em ação para os treinos da 10ª edição do evento, com uma descida livre e outra cronometrada para cada um dos mais de cem pilotos inscritos na competição. No sábado, serão definidos os dez melhores da categoria masculina e as cinco da feminina que vão garantir vaga no domingo decisivo, que terá as finais transmitidas ao vivo pela TV Globo, dentro do Esporte Espetacular.