sábado, 28 de janeiro de 2012

I Fórum Mundial da Bicicleta acontece em Porto Alegre (RS)

Um fórum para discutir o futuro das cidades e o papel da bicicleta nos âmbitos social, econômico, ambiental, esportivo e cultural está marcado para acontecer em Porto Alegre de 23 a 26 de fevereiro. 

O 1º Fórum Mundial da Bicicleta terá a presença do ativista norte-americano Chris Carlsson, que em 1992 convidou amigos para pedalar em São Francisco, no passeio que marcaria o início da Massa Crítica no mundo. Carlsson participa, junto com o diretor geral da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Thiago Benicchio, do painel sobre o “cicloativismo como agente de mudança para cidades mais humanas”. A iniciativa partiu da reunião de moradores de Porto Alegre que utilizam a bicicleta para a prática do esporte, transporte urbano, lazer, bem como empresários do setor de comércio e serviços.

A programação provisória do evento traz ainda outros quatro painéis, sobre o papel da bicicleta na mobilidade urbana, a bicicleta como agente de incremento econômico, a bicicleta na promoção do turismo, e ciclismo de competição. 

Entre outros palestrantes já confirmados, estão o bicampeão mundial de ciclismo paraolímpico, Soelito Gohr, e o empresário e cicloativista catarinense Eldon Jung.

Cidades mais humanas

A data para o Fórum Mundial da Bicicleta foi escolhida em virtude do aniversário de um ano do atropelamento intencional que ocorreu contra os participantes da Massa Crítica de Porto Alegre, em 25 de fevereiro de 2011, que gerou manifestações de solidariedade em diversas cidades do mundo e vem fomentado a discussão sobre a violência no trânsito. 

Em 25/02, sábado, está programado um ato por cidades mais humanas na Rua José do Patrocínio, na Cidade Baixa, mesmo local em que ocorreu o atropelamento.

Eventos paralelos

Com inscrições abertas para oficinas autogestionadas, o Fórum também trará temas como Cycle Chic, ciclismo veicular, transporte de cargas por bicicleta, mecânica básica de bicicletas, comunicação não-violenta, cicloturismo, a bicicleta em projetos sociais, alimentação para oatleta de ciclismo, ciberativismo, a bicicleta no ponto de vista jurídico, entre outros, somando até agora mais de 20 oficinas inscritas.

Passeios especiais também estão previstos nos dias do fórum: um bike city tour na quinta-feira, 23/02, passando pelos principais pontos turísticos de Porto Alegre, e um passeio dominical reunindo os conhecedores das bicicletas reclinadas e demais ciclistas. E em 24/02, o Fórum se junta à Massa Crítica, na bicicletada tradicional da última sexta-feira do mês, com concentração a partir das 18h15 no Largo Zumbi dos Palmares.

Confira a programação do Fórum em:

http://forummundialdabici.com/agenda/

Sistema de isenção fiscal vai beneficiar companhias que pagarem custos do transporte a seus funcionários


França estimula empresas a adotarem bicicleta

Sistema de isenção fiscal vai beneficiar companhias que pagarem custos do transporte a seus funcionários
França foi um dos primeiros países a adotar sistema de aluguel de bicicletas públicas / Anatoli Styf/ ShutterstockFrança foi um dos primeiros países a adotar sistema de aluguel de bicicletas públicasAnatoli Styf/ Shutterstock

As empresas francesas que financiarem o transporte de seus funcionários por bicicleta vão pagar menos impostos. A medida foi anunciada nessa quinta-feira pelo governo  Francês e comentada pelo ministro dos Transportes, Thierry Mariani.

“A ideia que tivemos é oferecer insenção de acordo com a quilometragem rodada em bicicleta pelos funcionários de uma empresa, em um sistema similar ao que já existe na Bélgica”, explicou Mariani, citando o modelo belga de compensação de 21 centavos de euro por quilômetro rodado. “A participação seria facultativa.”

Mariani indicou que outras medidas ainda serão estudadas, como modificar a norma de circulação para permitir que os ciclistas avancem o semáforo vermelho quando virarem à direita, marcar as bicicletas com código para combater os roubos e construir mais ciclovias.

A norma, apresentada em Paris, é resultado de um estudo encomendado pelo Executivo ao deputado e prefeito do 15º distrito de Paris, Philippe Goujon. Ao jornal “Le Figaro”, Goujon estimou em 20 milhões de euros o custo do projeto para o governo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Bike de Supermercado ...hehehehe


Freio wireless para bicicleta: vêm aí ABS e EBD


Freio wireless para bicicleta: vêm aí ABS e EBD


Freio <i>wireless</i> para bicicleta: vêm aí ABS e EBD
"O freio wireless de bicicleta nos fornece o brinquedinho necessário para otimizar essas técnicas para que eles operem em sistemas muito mais complexos." [Imagem: Angelika Klein/Uni_Saarland]
Freio sem fios
Um engenheiro alemão construiu um freio wireless para bicicletas que não é apenas extremamente eficiente, mas também virtualmente à prova de falhas.
Enquanto o conceito de "drive-by-wire" é antigo quando se trata de automóveis - quando os cabos de acionamento são substituídos por fios - a ideia é mais recente no caso das bicicletas.
Mas o professor Holger Hermanns, da Universidade de Saarland, achou que já dava para eliminar também os fios, e resolveu criar o freio wireless - portanto, uma geração à frente dodrive-by-wire.
Segurança máxima
Para isso, além do desafio técnico de construir o próprio freio, ele teve que se preocupar com uma questão fundamental: a segurança.
Usando sistemas de controleeletrônico e replicando os circuitos, o pesquisador afirma ter atingido um nível de segurança de 99,999999999997%.
Com tantos noves, é muitíssimo maisfácil ser atingido por um meteorito do que sofrer um acidente com a magrela por uma falha nos freios - em cada 1 trilhão de brecadas, haverá três falhas.
"Não é perfeito, mas é aceitável," diz o engenheiro.
No freio wireless não há nem mesmo uma alavanca de freio: tudo o que ciclista precisa fazer é apertar a manopla de borracha que recobre o guidão.
Sensores de pressão embutidos no plástico detectam a pressão e enviam o sinal - quanto maior é a pressão, mais forte será a brecada.
Freio <i>wireless</i> para bicicleta: vêm aí ABS e EBD
É muitíssimo mais fácil ser atingido por um meteorito do que sofrer um acidente com a magrela por uma falha nos freios. [Imagem: Angelika Klein/Uni_Saarland]
ABS para bicicletas
Para não haver falhas, os transmissores da rede sem fios são replicados, garantindo que o sinal chegue ao sistema de frenagem propriamente dito mesmo se houver erros de transmissão na rede.
Se tudo funcionar bem, o freio é acionado em 250 milissegundos.
Esse tempo de acionamento significa que o ciclista que estiver a uma velocidade de 30 km/h conseguirá parar em dois metros.
Mas os engenheiros não ficaram satisfeitos, e agora vão criar um freio ABS para bicicletas.
"Não é difícil integrar um sistema anti-travamento dos freios e um controle de tração. Vai precisar apenas de alguns ajustes," garante Hermanns.
Sistemas mais complexos
As redes sem fio nunca são um método à prova de falhas. Mas é necessário reduzir ao máximo as ocorrências para que esses sistemas possam equipar equipamentos maiores, como carros e trens, como se espera que ocorra em um futuro próximo.
Por isto o Dr. Hermanns decidiu começar com a bicicleta, que pode ser testada com riscos reduzidos.
Segundo ele, o mais importante do trabalho são os modelos matemáticos e os algoritmos que ele e sua equipe desenvolveram, que monitoram continuamente o funcionamento de cada componente individual do freio, assim como sua interação.
Esses algoritmos poderão ser usados em sistemas maiores e mais complexos.
"O freio wireless de bicicleta nos fornece o brinquedinho necessário para otimizar essas técnicas para que eles operem em sistemas muito mais complexos," afirma ele.

A bicicleta reciclada dobrável


O designer Omer Sagiv criou a “ReCycle Me”, uma bicicleta dobrável de plástico reciclado.
Calma, fãs de trilha, lama e aventura: a bike é para uso não-radical nas cidades ;)

Ela tem suspensão embutida e pode ser dobrada para caber dentro do armário.


Dilma cobra construção de ciclovias MAIO de 2011 ...zzz quase 1 ano depois....nada...


BRASÍLIA – Ao comentar a entrega de 30 mil bicicletas para alunos de escolas públicas na semana passada, a presidenta Dilma Rousseff citou em (30/05/2011) a possibilidade de criação do que chamou de cultura do ciclismo no país.
Em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta, ela cobrou de prefeitos a construção de ciclovias que deem segurança aos estudantes.
As bicicletas foram doadas a prefeituras de 81 municípios brasileiros, para crianças que moram longe das escolas, como parte do programa Caminho da Escola. Até o final de 2011, a distribuição deverá chegar a 100 mil bicicletas e 100 mil capacetes para 300 municípios do país.
“É um meio de transporte que não polui e ainda permite a prática de uma atividade física. Ir para a escola de bicicleta é uma atividade saudável. Agora, tem que ter segurança”, disse. “Se as prefeituras adotarem essa prática, construindo ciclovias, eu tenho certeza que veremos muitas outras bicicletas circulando pelas ruas, e não apenas as do governo”, completou.
Sobre o compromisso de construir 138 creches e 454 quadras esportivas escolares ainda este ano, Dilma avaliou que, para que o país dê um salto de qualidade na educação, é preciso melhorar a estrutura dos colégios. “Isso inclui oferecermos boas condições para os nossos alunos frequentarem as escolas”, explicou.
A construção das creches em 83 municípios totaliza investimentos de R$ 154,3 milhões. Já as quadras esportivas beneficiarão 249 municípios e estão orçadas em R$ 216,9 milhões. As estruturas serão construídas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) e a iniciativa faz parte do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância).

Por que nossas cidades não mudam?


http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/cidade/nossas-cidades-nao-mudam/
Por que nossas cidades não mudam?

Enrique Peñalosa foi prefeito da cidade de Bogotá, capital colombiana. Bogotá era um inferno, uma cidade arrasada pela violência, de baixíssima auto-estima, sinônimo de lugar ruim. Peñalosa foi um dos líderes de um renascimento que levou os bogoteños de volta para a rua e transformou a cidade numa surpreendente história de sucesso de renascimento urbano. Hoje, ele mora em Nova York, onde é presidente da ITDP, o Instituto para Políticas de Transporte e Desenvolvimento, uma organização mundial dedicada a melhorar os espaços urbanos e a mobilidade das pessoas nas cidades do mundo.
O ITDP de Peñalosa contratou o Jan Gehl Architects, um escritório de arquitetura de Copenhague, na Dinamarca, para fazer um projeto para o centro de São Paulo. Já falei do Jan Gehl . Ele é o arquiteto que, nos anos 60, começou a transformar Copenhague na cidade que é hoje: cheia de gente na rua, mais dependente das bicicletas do que dos carros. Seu escritório está por trás de muitas das histórias de sucesso das grandes cidades da atualidade: as ciclovias de Londres, o renascimento do centro de Melbourne, as cadeirinhas da Times Square, em Nova York.
Enfim, juntou-se um “dream team” do novo urbanismo mundial para dar ideias para São Paulo. Os arquitetos do escritório de Gehl resolveram dedicar-se a transformar a região do Anhagabaú no centro vivo da cidade, um lugar onde a cidade toda se encontraria. Eles passaram semanas observando o jeito como as pessoas se relacionam com o espaço, entendendo o papel de cada um lá: os mendigos, as prostitutas, os policiais, os meninos de rua, os trabalhadores, os executivos, os camelôs. Ao final, eles propuseram um projeto lindo. Fiquei morrendo de vontade de passear pelo novo Anhagabaú.

Mas provavelmente não vou ter a chance. São Paulo recusou o projeto do dream team dos urbanistas do mundo. As ideias deles servem para Bogotá, Londres, Nova York, Copenhague, Melbourne, mas não para nós.
Por quê? Por quê São Paulo – e muitas cidades brasileiras – são tão refratárias a ideias inovadoras? (Mês passado escrevi uma carta aberta ao prefeito Kassab sobre uma outra ideia para a cidade, de um grupo de jovens arquitetos que oferecia o projeto de graça à cidade. Não mereci nem resposta do prefeito ou de sua equipe de planejadores urbanos.)
Em parte é fácil de entender o porquê. Os setores imobiliário e de construção são os maiores financiadores de campanhas eleitorais, tanto à prefeitura quanto à Câmara dos Vereadores. A Associação Imobiliária Brasileira deu dinheiro a 29 dos 55 vereadores em exercício – o suficiente para ganhar com folga qualquer votação em plenário.
Não estou aqui insinuando que todos esses vereadores sejam corruptos e vendam seus votos. Mas claramente há em São Paulo uma tendência de defender os interesses desses setores: e esses setores adoram grandes obras, novas avenidas, túneis, pontes ou projetos de “revitalização” que envolvem demolir um bairro todo e construir outro no lugar. Eles não gostam tanto de projetos feitos para as pessoas, que envolvem pesquisa, observação, inteligência – em vez de apenas derramar concreto.
Aliás isso não é só em São Paulo, nem só nas prefeituras, nem é exclusividade do grupo político do prefeito Kassab (que é dos Democratas. O PT também tem as construtoras entre seus principais doadores e isso ajuda a entender projetos meio sem pé nem cabeça como a transposição do rio São Francisco, num país em que a maioria da população ainda não tem saneamento básico).
Quer entender por que o espaço público tende a ser tão ruim no Brasil? Talvez a resposta esteja nas regras de financiamento de campanhas e no sistema político. Talvez nosso sistema privilegie os candidatos que se preocupam em agradar empreiteiras e incorporadoras, em vez de se especializar em atender as pessoas e tornar a vida delas melhor.
Por Denis Russo Burgierman